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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

A vida em um mundo mágico

Culture and Fine Arts Archives, Viena/Erich Lessing.
Vênus de Willendorf. No matriarcado, a maternidade era mágica e sagrada e seus símbolos ostentados com orgulho.
Desde os tempos em que habitavam as cavernas, na época que chamamos de Pré-história, as pessoas dividiam seus interesses entre a batalha pela sobrevivência e seus temores e crenças. Ao mesmo tempo em que criavam instrumentos para facilitar a coleta de alimentos e a caça de animais, criavam também os seres mitológicos que serviam para explicar tudo que acontecia. Os deuses antigos eram, em sua maioria, femininos. Como era a mulher que ficava na caverna ou na tenda, cuidando dos filhos, da cozinha e, depois, das primeiras plantações, ela se encarregou também dos medicamentos, do socorro aos doentes, das rezas e dos partos. Sábias, depositárias dos segredos da maternidade e da morte, constituíam o eixo da descendência. As sociedades conhecidas dessa época eram, portanto, matriarcais.

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Entre todas as manifestações divinas, a maternidade era a que mais maravilhava as pessoas. O poder de gerar novas vidas dava à mulher um caráter sagrado. A criação do mundo era entendida como obra de uma Grande Mãe. Com o surgimento das sociedades agrárias, o culto à Grande Mãe floresce em todo o seu esplendor. Acreditava-se que a fertilidade dotava a mulher de poderes capazes de aumentar a fertilidade da terra e dos animais. 


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