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A Inquisição espalha o terror

Reprodução
Touro de Bronze Devorador de Condenados. A Inquisição inventou este touro de bronze que, aquecido numa fogueira, funcionava como um forno.
Primeiro, a Igreja começou a perseguir os heréticos. Qualquer pessoa que interpretasse de maneira errônea os evangelhos era passível de punição. O primeiro grande tribunal público medieval contra as heresias – incluindo as bruxarias – foi organizado em Orléans, em 1022. Os réus eram reformistas que pregavam que o reino de Deus estaria no coração dos homens e, por isso, as igrejas eram dispensáveis. O julgamento foi conduzido em segredo, sem a presença de um júri. Ninguém podia confrontar seus acusadores nem saber a identidade dos delatores. Foram todos condenados à fogueira.

Quando um acusado admitia sua culpa, era multado ou preso e todos os seus bens eram confiscados. Esses bens passavam para o controle da Igreja. Daí, inclusive, o interesse de algumas autoridades nas condenações. Finalmente, a Igreja Católica criou, em 1233, a Inquisição. Em pouco tempo, essa terrível instituição espalhou o terror pela França, Itália e Alemanha, chegando com menos intensidade à Inglaterra, à Espanha, a Portugal e até mesmo ao Brasil.

É difícil precisar o número de pessoas condenadas à morte. Uma coisa, porém, é certa: entre todos os condenados à morte por bruxaria, mais de 85% eram mulheres. Algumas cidades realizaram mais de 600 execuções por ano, uma média de duas por dia, "exceto aos domingos". Em um único ano, mais de mil bruxas foram executadas na diocese de Como, região da atual Itália. Em Toulouse, França, 400 foram assassinadas em um
único dia.


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