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  Idade Moderna   
Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

O império português

Igreja dos Aflitos, Bahia, Brasil.
A partir de 1530, Portugal, com o declínio do comércio de especiarias, passou a colonizar o Brasil. Aproveitando-se da experiência obtida nas ilhas do Atlântico (Açores e Madeira) adotou o latifúndio monocultor escravista de cana-de-açúcar, transferindo para particulares os custos da colonização e da administração colonial, por meio das Capitanias Hereditárias. Mas a experiência não apresentou os resultados esperados, levando a metrópole a adotar uma nova organização administrativa, o Governo Geral, em 1548.

Economia colonial

No plano econômico, a falta de capitais levou os portugueses a recorrerem aos empréstimos flamengos (holandeses) para a implantação da empresa açucareira. Os holandeses, além de financiarem a construção dos engenhos, faziam o refino e a distribuição do açúcar na Europa. A mineração, entre 1693 e 1760, na região central do Brasil (atuais estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso) foi desenvolvida a partir da descoberta de diamantes e ouro, como resultado das ações dos bandeirantes. A pecuária, as drogas do sertão e o tabaco foram atividades auxiliares da economia açucareira e, também, importantes elementos que possibilitaram a ocupação territorial.

Para lembrar:

A sociedade na região açucareira era patriarcal, com os senhores de engenho na posição mais alta, dominando os trabalhadores livres e a grande massa de escravos. Nas áreas onde a pecuária se destacou, predominou o trabalho livre; na região mineradora, desenvolveu-se uma sociedade predominantemente urbana, com maior mobilidade social, embora a mão de obra principal ainda fosse a escrava.


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