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A proclamação da república

Constituição de 1791

A Árvore da Liberdade, aquarela de Bericourt.
Em setembro de 1791, a Assembleia Nacional concluiu a reforma do sistema político francês com a promulgação de uma Constituição. O texto constitucional estabelecia a divisão de poderes: reservava o poder executivo ao rei, estabelecia a independência do poder judiciário e criava uma Assembleia Legislativa, formada por representantes dos cidadãos. Entretanto, somente os que possuíam riquezas podiam votar e ser eleitos para a Assembleia (voto censitário). Confirmava-se o caráter burguês do movimento francês.

Para lembrar:

O regime político instaurado pela Revolução Francesa era baseado na divisão de poderes: o executivo, encarregado de fazer cumprir as leis; o legislativo, que deveria elaborá-las; o judiciário, que zelava pelo seu estrito cumprimento.

O medo da Revolução


Os monarcas europeus observavam com preocupação os acontecimentos que se desenrolavam na França. Temiam que a Revolução pudesse se alastrar para seus países, acabando com o poder absoluto dos reis. Os privilegiados franceses que haviam emigrado reforçavam, com seus relatos, o medo da revolução. Muitos monarcas pensavam seriamente na possibilidade de declarar guerra à França e acabar com o movimento.

A proclamação

Quadro de Bertaux que representa a invasão do palácio real das Tulherias.
Em abril de 1792, estourou o conflito entre os monarcas europeus e a França. A hesitação de Luís XVI em defender o território francês acirrou os ânimos do povo de Paris. Em agosto de 1792, os sans-culottes invadiram o palácio real das Tulherias. A Assembleia Legislativa depôs o rei e convocou eleições para uma nova assembleia — a chamada Convenção, que em setembro do mesmo ano proclamou a República. Novos grupos passavam a dominar: os jacobinos (representavam a pequena burguesia e as camadas populares) e os girondinos (formados por membros da alta burguesia).


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