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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

As Revoluções

Revolução Puritana (1642-1649)

A Inglaterra foi o primeiro país a fazer uma revolução burguesa. No início do século XVII, a burguesia opôs-se aos reis da dinastia Stuart devido à tentativa de legitimação do absolutismo real, à imposição da religião anglicana e ao controle da economia. A Revolução Puritana resultou do confronto entre o Parlamento (dominado pela burguesia puritana e pela gentry — a nova nobreza, progressista) e o rei Carlos I, apoiado pelos cavaleiros. A guerra civil, iniciada em 1642, e as divergências entre o exército e setores do Parlamento culminaram na proclamação da República em 1649.

República de Cromwell (1649-1658)

A curta fase republicana da Inglaterra foi uma ditadura controlada pelo líder do exército, Oliver Cromwell. Com os Atos de Navegação, favoreceu a indústria naval e o comércio marítimo inglês, atingindo diretamente a Holanda e a Espanha.

Revolução Gloriosa (1688-1689)

Em 1659, a monarquia foi restaurada, mas as pretensões absolutistas dos reis levaram a burguesia a realizar mais uma revolução, a Gloriosa (1688). O Parlamento derrubou o rei, convocou sua filha para assumir o trono e impôs a Declaração de Direitos (Bill of Rights). Definia-se a supremacia do Parlamento (responsável pela leis) sobre o poder real e garantiam-se os direitos de julgamento por um júri e de habeas corpus. Terminava o absolutismo inglês e estava lançada a base da monarquia parlamentar.

O sistema político inglês, depois de 1689. Clique na imagem para ampliar.
John Locke e a Revolução


Considerado o "pai do liberalismo político" e teórico da Revolução Gloriosa, Locke defendia a tese de que o homem possui determinados "direitos naturais" — direito à vida, à liberdade, à propriedade privada — e que o governante deveria garantir e proteger tais direitos. Caso contrário, os governados tinham o direito de rebelião.

Os reis Stuart, a Reforma Protestante e emigração para a América

As rivalidades desencadearam a emigração em direção à América do Norte. Os puritanos foram para o novo continente devido às perseguições político-religiosas por parte dos reis da Dinastia Stuart, chefes da Igreja Anglicana, principalmente no início do século XVII. Na Nova Inglaterra, esperavam ter liberdade.


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