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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

As descobertas recentes

Paleantropólogos são pesquisadores que se dedicam a reconstruir a trajetória das espécies que deram origem ao Homo sapiens sapiens: nós, os humanos modernos. Esses estudiosos literalmente vivem cavando o passado e desenterrando restos de esqueletos fósseis de espécies que nos antecederam. Cada novo tipo de fóssil encontrado e cada nova espécie descoberta nos ajudam a conhecer melhor esse processo evolutivo.

A mais recente descoberta de fósseis foi noticiada na edição de 12 de maio de 2000 da revista Science: têm 1,7 milhão de anos e foram encontrados em escavações arqueológicas em um castelo medieval de Dmanisi, na República da Geórgia. Um crânio completo e uma parte de outro crânio, além de ferramentas de pedra, são as primeiras provas encontradas na Europa de ancestrais do homem moderno que caminharam desde a África no Pleistoceno.

Os pesquisadores que os descobriram – georgianos, franceses, alemães e americanos – acreditam que esses seres fariam parte do grupo africano que realizou a primeira viagem de migração para a Europa. Pelas características dos crânios, eles garantem que esses hominídeos tinham uma relação muito próxima com a espécie Homo ergaster – são posteriores, portanto, à famosa Lucy, encontrada na África.

Antes se achava que os primeiros ancestrais do homem que habitaram a Europa, vindos da África, teriam sido da espécie Homo erectus, encontrada no Leste africano.
Outras três descobertas feitas em 1999 por paleantropólogos estão mexendo com o passado remoto da espécie humana e também com os momentos mais próximos da realidade atual. As descobertas mais antigas têm cerca de 2,5 milhões de anos: são os restos fósseis de uma espécie até então desconhecida, batizada de Australopithecus garhi, encontrados na Etiópia, e um conjunto de mais de 2 mil ferramentas desenterradas no Quênia, muito sofisticadas para pertencerem às espécies que os cientistas supunham que viviam na época, nos dois países vizinhos da África Oriental. A palavra Australopithecus significa literalmente macaco do sul e é usada para designar espécies que surgiram antes e eram menos desenvolvidas que as espécies do gênero Homo, ao qual pertencemos.

A versátil Lucy
  
O esqueleto de Lucy, a famosa fêmea da espécie Australopithecus afarensis, que viveu há 3,5 milhões de anos, foi reconstruído em gesso dentário. O A. afarensis era um hominídeo onívoro que podia explorar vários ambientes, da floresta às savanas: com dentes fortes e pouco afiados, comia sementes e nozes duras, mas também frutas macias e insetos fáceis de capturar. Lucy foi descoberta em 1974, no deserto do Afar, na Etiópia, pelo paleantropólogo Donald Johanson. Seu nome é uma homenagem à canção dos Beatles, "Lucy in the Sky with Diamonds". A música estava tocando no momento em que os pesquisadores perceberam que o esqueleto encontrado era de uma mulher.


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