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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Espécies separadas

A descoberta recente que mais causou polêmica foi a dos restos fósseis de uma criança de 4 anos que viveu numa época bem mais recente, cerca de 24,5 mil anos atrás. O esqueleto, encontrado em Portugal, tem características do Homo sapiens sapiens e do Homem de Neandertal, o que poderia indicar um cruzamento entre as duas. Essa hipótese, no entanto, foi aparentemente descartada por uma pesquisa publicada que mostrou, por meio de análises genéticas, a inexistência de qualquer laço de parentesco entre os dois grupos. Realizada por pesquisadores russos e suecos, a análise revelou que o DNA dos neandertais é 7% diferente da sequência genética do homem moderno. Considerando o tempo necessário para a transformação do DNA de uma espécie, calcula-se que a separação entre o Homo sapiens sapiens e o Homem de Neandertal tenha ocorrido há mais de 600 mil anos. Esse resultado fortalece outra descoberta: há três anos, paleantropólogos encontraram na Espanha seis fósseis de uma espécie até então desconhecida, batizada de Homo antecessor, com cerca de 800 mil anos. Essa espécie é considerada um ancestral comum tanto ao Homo sapiens sapiens quanto ao Homem de Neandertal.

Fique ligado 

A primeira grande mudança na transformação do macaco em homem são nos ossos da bacia, nas articulações dos joelhos e dos pés. Depois, é a capacidade do cérebro que vai aumentando; a arcada dentária se alarga, com a redução dos dentes caninos e molares e a face fica mais achatada.


Macacos?! Nosso passado em comum
  
O cientista inglês Charles Darwin (1809-1882) provocou escândalo e indignação quando anunciou, na metade do século passado, sua teoria de que o homem moderno e os macacos têm um parente em comum, que viveu há milhões de anos. Macacos?! A ideia parecia absurda e de muito mau gosto. Até que esqueletos fossilizados de seres com características intermediárias entre os humanos e os símios começaram a provar que Darwin tinha razão.


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