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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Da Fenícia para o mundo

A escrita hieroglífica era complicada e restrita aos sábios.
Este é um exemplo do alfabeto etrusco. Modificado pelos romanos, é a raiz do nosso atual alfabeto.
Os fenícios são considerados os responsáveis pela criação do alfabeto.
Os romanos ainda não usavam as letras U e J. Elas seriam inventadas apenas na Idade Média.
Os comerciantes fenícios precisavam de um sistema de escrita prático, que lhes permitisse manter os registros de suas transações. Nascia o alfabeto.

A cor púrpura

Os fenícios viviam em um conglomerado de cidades-Estado e jamais se viram como uma nação ou uma unidade política. Eram chamados fenícios pelos gregos, por causa da tinta cor de púrpura (phoinix, em grego) que comerciavam. Graças à tinta púrpura, os fenícios tinham enriquecido e, para manter seus registros econômicos sob controle, precisavam de um sistema de escrita prático e preciso. As escritas cuneiforme e hieroglífica tinham uma desvantagem óbvia: eram complexas demais para simples comerciantes. Quando o alfabeto proto-sinaítico, que já se disseminava pela região, chegou ao seu conhecimento, os fenícios perceberam que haviam encontrado o que tanto procuravam.

Expansão das letras

Os fenícios viajavam muito para comerciar. E levavam consigo sua mais nova invenção, o alfabeto: 22 sinais com os quais era possível escrever qualquer coisa. Logo, esse sistema de escrita se espalhou pelo mundo antigo e inspirou outros povos a criar seus próprios alfabetos. O mais famoso deles? O alfabeto grego. Adaptado do fenício, o alfabeto grego tem uma característica importante: a introdução de vogais. O sistema de escrita grego acabou se tornando a maior contribuição cultural para o mundo ocidental, pois originou a família dos alfabetos que até hoje dominam o mundo ocidental.

Etruscos e romanos

Mas o alfabeto ainda teria de sofrer a influência de outros povos, antes de se tornar o que conhecemos atualmente. Primeiro, dos etruscos – povos que ocupavam a costa ocidental da Itália e entraram em contato com os gregos no século VIII a.C. Os etruscos transmitiram esse sistema de escrita para os povos que habitavam a península Itálica, entre eles os romanos. O alfabeto romano – que utilizamos até hoje – surgiu por volta do século VII a.C. Os romanos usavam 21 dos 26 símbolos etruscos, e escreviam da direita para a esquerda. Algum tempo depois, inverteram o sentido da escrita, da esquerda para a direita. Com a expansão do Império Romano e a conquista da Grécia, foram criadas as letras Y e Z, para representar sons gregos.

O mundo latinizado

O alfabeto latino ganhou a Europa ocidental durante as conquistas romanas. Cristalizou-se com a expansão do cristianismo. Chegou à América juntamente com os navios espanhóis e portugueses. Depois, atingiu a África, pelas mãos dos missionários. Foi para a Índia, para as Filipinas, para a Indonésia, muitas vezes convivendo lado a lado com antigas escritas.


A evolução do alfabeto

Veja uma animação que mostra a evolução do alfabeto desde os fenícios até o que usamos hoje. Clique aqui.

Mais letras

Na idade média, surgiram novas letras: U, W e J, para diferenciarem o som "u" do "v", o "w" do "v" e o "j" do "i". Também foram inventadas as letras minúsculas.

Complemente sua leitura
Saiba tudo sobre o desenvolvimento do alfabeto no livro A História do AlfabetoComo 26 Letras Transformaram o Mundo Ocidental, do historiador John Man, editado pela Ediouro.



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