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Calendários lunares e solares

Os pesquisadores acreditam que as pedras de Stonehenge (Inglaterra) sejam um tipo de calendário primitivo.

 

 
A primeira maneira de contar o tempo foi por meio das fases da lua. Alguns povos, no entanto, preferiram medir a passagem do tempo considerando o movimento aparente do sol no céu.

Medições imprecisas

As evoluções da Lua em torno da Terra foram a primeira maneira de contar o tempo. Sabe por que? Porque é fácil relacionar os ciclos lunares - luas nova, crescente, cheia, minguante - com as estações do ano: a cada três ciclos uma nova estação. Simples, não? Sim, mas pouco preciso. Isso porque a Lua leva cerca de 28 dias para dar a volta na Terra - e um ano, segundo esse calendário, teria apenas 354 dias, cerca de 11 dias e 6 horas a menos do que o tempo que nosso planeta leva para dar a volta no Sol. Você é capaz de imaginar o que essa diferença pode causar? Em 10 anos, mais de três meses! Com isso, o verão começaria um ano em dezembro e, dez anos depois, em setembro! As antigas civilizações que usavam o calendário lunar perceberam essa diferença, que era "consertada" adicionando-se alguns dias no final do ano. Ligado ao ciclo lunar se encontra o mais antigo calendário romano, o calendário judaico, e os atuais calendários chinês e muçulmano.

Como acertar as datas

Os calendários lunares usados até hoje tentam resolver a diferença com o tempo solar usando alguns "truques". O judaico, por exemplo, agrega ao ano lunar um "mês extra" a cada dois ou três anos, sendo considerado luni-solar. Já o calendário muçulmano é sempre lunar, realizando um acerto a cada 33 anos. Comparado ao ciclo solar, o mês lunar é móvel, percorrendo ao longo dos 33 anos todas as estações do ano. Por isso, em relação ao nosso calendário, as festas religiosas islâmicas, como o Ramadã, são móveis de um ano em relação ao outro.












Observando o Sol


Desde o início de sua civilização, os egípcios basearam sua contagem de tempo na observação do Sol e da posição das estrelas. Eles marcavam a posição em que a estrela Sírius nascia na entrada do verão e contavam o ano até o momento em que a estrela voltava a nascer no mesmo ponto. Dividiam o ano em 12 meses de 30 dias e mais 5 dias extras para completar os 365 dias. Mesmo sem dispor de cálculos precisos, os egípcios conseguiram perceber que esse sistema ainda causava um atraso de um dia a cada 4 anos - e corrigiram isso acrescentando ainda mais um dia nesse período. Também estão ligados ao ciclo solar o calendário juliano, instituído pelo imperador
Júlio César em 45 a.C., e o calendário gregoriano implantado pelo
papa Gregório XIII em1582 d.C. Esse último é o calendário que
usamos até hoje em quase todos os países.
 
 

Perfeito, mas não muito

Apesar de tentar coincidir com o tempo que a Terra leva para fazer o movimento de translação, os calendários solares não são perfeitos. A primeira tentativa de correção veio com a instituição dos anos bissextos pelos egípcios, depois adotada pelo calendário Juliano. Mas isso não foi o suficiente. A Terra não leva exatamente 365 dias e 6 horas para fazer sua revolução em torno do Sol, mas cerca de 365,2422166 dias. Por isso, o calendário Juliano sofreu um "atraso" progressivo que, na época do papa Gregório, já completara 10 dias.




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