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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Em benefício da humanidade

Em seu testamento, Nobel queria premiar cientistas, independentemente de sua nacionalidade.

Pedido em testamento

Em 27 de novembro de 1895, cerca de um ano antes de sua morte, o químico Alfred Nobel assinou seu testamento. Um trecho chamava a atenção:

"O todo de meu patrimônio restante deverá ser administrado da seguinte forma: o capital, investido por meus executores, deverá constituir um fundo, cujo lucro deverá ser anualmente distribuído na forma de prêmios para aqueles que, durante o ano anterior, tiverem conferido os maiores benefícios para a humanidade. (...) É meu desejo expresso que, em entregando os prêmios, não deve ser dada consideração para a nacionalidade dos candidatos, mas sim que o mais digno de todos deve receber o prêmio, seja escandinavo ou não".

Era instituído, dessa maneira, o Prêmio Nobel – até hoje a mais importante premiação da comunidade científica. Alfred morreu em 10 de dezembro de 1896 e, em 1901, aconteceu a primeira premiação, nas áreas de Química, Física, Medicina e Literatura. O prêmio de Economia só seria criado em 1968, por iniciativa do Banco Central da Suécia.

Por que criar um prêmio?

Alfred Nobel nasceu em 1833, na Suécia, filho de um industrial do ramo armamentista. Desde cedo demonstrou interesse pela química – em especial pela manipulação da nitroglicerina, recém-descoberta na época. Em 1866, inventou a dinamite. Com o tempo, construiu companhias e laboratórios em mais de 20 países e acumulou uma fortuna proveniente de mais de 350 patentes. Ainda assim, sempre foi interessado em questões sociais e na manutenção da paz mundial. Alguns historiadores chegam a afirmar que a ideia de destinar parte de sua fortuna para uma premiação em prol da humanidade foi motivada pelo remorso de saber que suas invenções seriam usadas com fins bélicos.


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