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Especulações científicas

Os vampiros estão na literatura, no cinema, na TV e também nas artes plásticas. O quadro acima, chamado Vampiro, é do pintor norueguês Edward Munch.
Não é de estranhar que um mito tão famoso e popular quanto o vampiro despertasse o interesse de pesquisadores. Veja o que os cientistas acham dessa história.


Vítimas da raiva

De onde teriam surgido as histórias dos vampiros? Seriam única e exclusivamente fruto da imaginação humana, ou teriam algum fundamento científico? Uma doença, talvez? Certos pesquisadores acreditam que a "epidemia de vampiros" que tomou conta da Europa oriental durante toda a Idade Média teve origem num surto de raiva. A maioria dos doentes de raiva ataca e morde outras pessoas, sofre de insônia e de hipersensibilidade à luz. E um fato curioso: no século XVIII era comum exumarem-se os cadáveres para saber se eram vampiros. Se tivesse sangue escorrendo na boca, é porque o indivíduo era vampiro. Só que pessoas vítimas da raiva levam mais tempo para terem o sangue coagulado. Por isso é comum que, mesmo depois de mortas, sangrem pela boca.

Nas lendas mais modernas, o vampiro tem o estranho poder de se transformar em morcego.


Segunda hipótese: porfiria

Outra hipótese provável é que pessoas com porfiria tenham dado origem ao mito do vampiro. As porfirias são um grupo de enfermidades genéticas causadas pelo mal funcionamento de substâncias que formam as hemoglobinas (pigmento que faz com que o sangue seja vermelho). Um dos principais sintomas é justamente a intolerância ao Sol. Qualquer contato com os raios ultravioleta pode causar ulcerações no rosto, nos braços, nas mãos e nos lábios. Os dentes ficam avermelhados e podem até mesmo ficar mais compridos que o normal. Hoje, essas doenças são tratadas injetando-se no paciente as substâncias que não funcionam direito. Séculos atrás, no entanto, as pessoas ficavam à mercê da doença, desfigurando-se aos poucos e escondendo-se da luz do Sol.


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