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Crise japonesa

Desde o século XVII, os governos japoneses praticavam uma política de isolamento por temer a influência europeia, e mantinham poucos contatos com o exterior, apenas estreitas relações com a China e a Holanda.

O fim do feudalismo, em 1868, e o início da mecanização da agricultura marcaram o início do desgaste da economia do Japão, e a população rural sofreu com a pobreza gerada pela falta de empregos. Grande parte dessa massa de trabalhadores rurais migrou para os centros urbanos  e superlotou o pequeno território nipônico.

Uma das soluções encontradas foi enviar a mão de obra excedente para outros países. Em 1880, representantes do governo do Japão fizeram uma visita oficial ao Brasil na tentativa de firmar um acordo diplomático e comercial nipo-brasileiro.

Enquanto isso, no Brasil

Passaporte utilizado pelos imigrantes japoneses em 1908.
Desde a assinatura da Lei Áurea, em 1888, a economia brasileira enfrentava uma crise agrícola. A libertação dos negros tornou escassa a mão de obra nas lavouras cafeeiras. A situação desagradava os fazendeiros que pressionavam o governo. Até que, em 1892, o presidente Floriano Peixoto sancionou uma lei que permitia a entrada de asiáticos (japoneses e chineses) no País.

A medida incentivou o governo do Japão a enviar o deputado Tadashi Nemoto ao Brasil, em 1894, para reconhecer o território. Depois de percorrer os estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e São Paulo, o deputado publicou um relatório recomendando a emigração ao Brasil.

O relato sobre a imensidão das terras brasileiras e sobre a lucratividade das lavouras cafeeiras estimulou o empresário Ryu Mizuno a vir conhecer o Brasil. Suas visitas renderam um acordo com a Secretaria de Agricultura de São Paulo, que permitiu a entrada de 3 mil imigrantes japoneses.

O processo de imigração finalmente sairia do papel. Em 28 de abril de 1908, o navio Kasato Maru partia do porto de Kobe, no Japão, com 781 imigrantes a bordo, com destino ao Brasil, chegando a Santos, seis semanas depois, em 18 de junho.

Fique ligado!
Logo após o fim da escravidão, as fazendas paulistas de café utilizavam a mão de obra italiana. Mas, em 1902, a Itália proibiu a imigração subsidiada para São Paulo, o que favoreceu a vinda dos japoneses ao Brasil.
 


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