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Primeiras impressões

Ao chegar em São Paulo, dia 19 de junho, os japoneses despertaram a curiosidade dos brasileiros – não habituados com as feições orientais. Eles seguiram para a Hospedaria dos Imigrantes, atual Museu do Imigrante, e de lá foram encaminhados a seis lavouras cafeeiras do interior paulista: Floresta, em Itu; Sobrado, em São Manoel; Canaã, Dumont, Guatapará e São Martinho, na região de Ribeirão Preto.

Os recém-chegados se depararam com as duras condições de trabalho nas fazendas de café:  habitação e alimentação precárias, além da dificuldade de entendimento com os fazendeiros em função da diferença da língua, costumes e cultura.

Mas a maior insatisfação dos imigrantes era com o retorno financeiro do café. A colheita do produto envolvia um longo tempo de plantio e cuidados, o que descartou o sonho inicial de enriquecer rapidamente e voltar para o Japão em um período máximo de três anos.

Novos rumos

Desiludidos com as fazendas de café, os imigrantes não demoraram a procurar novas terras para comprar ou arrendar. Algumas famílias preferiram retornar para regiões próximas da capital paulista – Ribeirão Pires, Mauá, Bragança, Itaquera, Guararema, Parelheiros, dentre outras; outras escolheram novas cidades do interior para se alojar, caso de Bauru e Promissão. Alguns japoneses, no entanto, foram mais longe. Seguiram a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que ia de Bauru (SP) ao atual Estado do Mato Grosso do Sul e, dessa forma, acabaram alcançando outros Estados brasileiros.
 

Você sabia?

O nome de uma das principais avenidas da zona leste de São Paulo, a Jacu-Pêssego, homenageia os antigos plantadores japoneses de pêssego, que fizeram de Itaquera uma região agrícola.
 


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