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Década de 30: segunda fase da imigração

A partir de 1925, novos imigrantes japoneses vieram ao Brasil. Ao contrário do primeiro fluxo migratório, que se estabeleceu em São Paulo, os imigrantes recém-chegados teriam como destino outros Estados como o Pará e o Paraná.

Desde a queda da Bolsa de Nova York em 1929 e a consequente desvalorização da cotação do café, o governo de São Paulo deixou de proteger o produto e, a partir de 1932, proibiu o plantio de novos pés. As cidades paulistas deixaram de ser atrativa para os japoneses, que contavam com o plantio do produto como forma de subsistência.

Foi então que os imigrantes voltaram os olhos para a região norte do Paraná, isenta de restrições para o plantio do café. Os japoneses também se beneficiaram dos loteamentos em cidades como Londrina e Assai e, além do café, começaram a cultivar arroz, feijão e milho. O mesmo aconteceu com o estado do Pará e arredores, principalmente os municípios de Tomé-Acu, Quatro-Bocas e Jamic, que conheceram a cultura da pimenta-do-reino.

O fluxo de imigrantes nipônicos ao Brasil só começaria a diminuir em 1935, ano em que o então presidente Getúlio Vargas limitou a entrada de imigrantes no País em 2%. A cota dos japoneses ficou estabelecida em 2.849 pessoas.



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