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Em tempos de guerra

Batalha de Iwojima, Japão,1945
Os japoneses residentes no Brasil sentiram na pele o desenrolar da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No início do conflito, o processo migratório foi completamente interrompido e só voltaria a acontecer na década de 50.

Depois de declarar guerra aos países do Eixo (Alemanha, Japão e Itália), o presidente Getúlio Vargas tomou uma série de medidas hostis: as escolas onde os filhos de imigrantes podiam aprender a ler e a escrever em japonês e cultivar a cultura foram fechadas; as publicações da comunidade nipônica foram encerradas e o consulado japonês foi fechado.

Além disso, as famílias que moravam em bairros centrais, como o da Liberdade, foram obrigadas a deixar suas casas às pressas depois de ter a expulsão decretada. A situação só se normalizou em 1945, quando o Japão se rendeu.


Fim dos conflitos

No pós-guerra, a imigração foi retomada e os japoneses seguiram para o sudoeste paulista passando por Ibiúna e Piedade, em direção a Itapetininga, Capão Bonito, Apiaí e Ribeira; na direção oeste e noroeste, expandiram-se para a região de Sorocaba, Itu, Jundiaí e Campinas; multiplicaram-se também núcleos na região de Mogi das Cruzes, Jacareí, Caçapava e São José dos Campos, chegando a Taubaté e Pindamonhangaba.

Paralelamente aos deslocamentos em direção à metrópole e redondezas, os imigrantes também se dispersaram para o norte e oeste paranaense, além de Estados como Mato Grosso, Goiás, Brasília e região sul de Minas.



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