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Estrangeiros ou não?

Embora o dekassegui seja consanguíneo e herde a fisionomia nipônica, ele é visto como um estrangeiro no Japão. Isso faz com que essa parcela da população busque reforçar seus hábitos brasileiros, justamente o contrário do que acontecia enquanto viviam no Brasil, afinal, manter a nacionalidade japonesa sempre foi motivo de orgulho.

As dificuldades de adaptação dos dekasseguis no Japão não são menores do que as vividas pelos seus antepassados no Brasil, embora a realidade econômica de cada grupo seja distinta.

Ainda que busquem trabalhos que não exijam qualificação ou um grau de escolaridade avançado, os nikkeis são pessoas economicamente ativas da classe média urbana, ao contrário dos isseis, que já eram agricultores em seu país de origem. Outra diferença é que, no início da imigração, o Brasil tentava superar o subdesenvolvimento, e o Japão recebeu seus descendentes como um país já desenvolvido.

Mesmo assim, trabalhar no Japão não é garantia de sucesso financeiro, visto que o salário inicialmente atrativo é proporcional ao alto custo de vida do país. Isso gera uma série de idas e vindas dos dekasseguis para o seu país de origem, que acabam por se sentir integrante das duas culturas.
 


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