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PAN-AMERICANAS, CONFERÊNCIAS

Reuniões de representantes dos países das Américas do Norte, Central e do Sul na tentativa de se estabelecer relações amigáveis entre os EUA e os países latino-americanos.

Simón Bolívar, libertador sul-americano, deu os primeiros passos para estabelecer um acordo entre as repúblicas americanas. Os países americanos independentes realizaram sua primeira Conferência em 1826, no Panamá. A Conferência do Panamá, porém, frustrou as intenções de Bolívar, pois a tese vitoriosa foi a do regionalismo militar, que provocou a fragmentação hispano-americana. Outras conferências foram realizadas em Lima, em 1847; em Santiago, em 1856; em Lima, em 1864 e 1877; e em Montevidéu, em 1888.

Franklin Roosevelt, presidente dos EUA, participou das Conferências Pan-Americanas.

Primeiros Anos. A Primeira Conferência Internacional dos Estados Americanos, realizada em Washington, em 1889 e 1890, reuniu, de forma até então inédita, todos os países independentes das Américas. Os delegados criaram a União Internacional das Repúblicas Americanas, tendo como órgão central o Escritório Comercial das Repúblicas Americanas. Em 1910, esse escritório se transformou na União Pan-Americana. Nas cinco conferências realizadas entre 1889 e 1933, um clima de animosidade predominou em relação aos EUA, pois eles estavam intervindo militarmente nos assuntos de vários países latino-americanos.

Política da “Boa Vizinhança”. Os presidentes Woodrow Wilson e Herbert Hoover sentiram a necessidade de melhorar as relações com a América Latina. Mas foi o presidente Franklin D. Roosevelt quem deu o primeiro passo para criar a política de “boa vizinhança”. A sétima Conferência Pan-Americana, realizada em Montevidéu, em 1933, concordou que nenhum país tinha o direito de intervir nos assuntos de outro. Em 1936, na Conferência Interamericana para a Manutenção da Paz, realizada em Buenos Aires, as repúblicas americanas concordaram em cooperar para resolver suas divergências.

Na oitava Conferência Pan-Americana, realizada em Lima em 1938, os países participantes decidiram que qualquer ameaça à “paz, segurança ou integridade territorial de qualquer república americana” dizia respeito às demais repúblicas. Outras reuniões foram realizadas no Panamá, em 1939; em Cuba, em 1940; e no Rio de Janeiro, em 1942.

Laços Mais Fortes. Em uma reunião realizada na Cidade do México, em 1945, os representantes sentiram necessidade de aprovar um tratado para enfrentar os atos de agressão. Na conferência realizada no Rio de Janeiro, em 1947, foi redigido o Tratado do Rio, que definia que um ataque armado a um dos membros era uma agressão a todos os demais membros. A nona Conferência Interamericana, realizada em Bogotá, em 1948, criou a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Em 1954, a décima Conferência Interamericana adotou uma resolução anticomunista por insistência dos EUA. Em 1960, 19 países americanos aprovaram o Decreto de Bogotá, concordando em trabalhar pelo progresso social e econômico das nações latino-americanas. Também em 1960, a OEA realizou sua primeira ação coletiva contra um país ao impor sanções diplomáticas à República Dominicana, então sob o regime ditatorial de Rafael Trujillo.

Em 1961, foi assinado o documento da Aliança Para o Progresso, que propunha investimentos em projetos de desenvolvimento latino-americanos. Em 1962, a OEA apoiou um bloqueio naval norte-americano que visava evitar a entrada de armamentos soviéticos em Cuba. Em 1969, uma conferência da OEA pôs fim à invasão de Honduras, levada a cabo por tropas de El Salvador.

Em 1997, a organização ratificou a suspensão de relações com governos golpistas. Pouco tempo depois, uma política comum de combate ao narcotráfico foi aceita por todas as nações.