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RECICLAGEM DE LIXO
Fardos de latas de alumínio e de outros metais destinados a indústrias que reciclam o lixo urbano

Processo pelo qual se recupera parte do lixo descartado para que ele possa ser reutilizado por indústrias ou até mesmo pelo consumidor final. A reciclagem de lixo representa um ganho social, ambiental e econômico para toda a população.

Uma das grandes características da sociedade moderna é a produção de lixo sólido: embalagens de papel ou de plástico, vidros, latas, pneus e ferro velho amontoam-se muitas vezes a céu aberto, gerando graves danos ao meio ambiente.

O problema em relação ao acondicionamento desses produtos descartados é antigo, pois há muito tempo não existe espaço suficiente para armazenar essa enorme quantidade de material descartado nas cidades.

O lixo costuma ser classificado de acordo com a sua origem. Podemos citar o lixo de origem doméstica, o industrial, o lixo comercial, o público (varrido das ruas) e o proveniente de fontes especiais (resíduos hospitalares, radioativos e até espaciais).

Se esse lixo não for tratado de maneira adequada, a sujeira e o mau cheiro se acumulam nos espaços públicos, atraindo insetos, ratos e outros animais portadores de doenças. Os dejetos de indústrias, farmácias, hospitais e os resíduos radioativos devem receber um tratamento adequado, pois podem provocar danos ao ambiente e causar sérios problemas de saúde à população.

A reciclagem de lixo reduz o uso de recursos naturais e a poluição e gera empregos

O lixo sólido proveniente das residências, dos edifícios, de escritórios e de restaurantes é geralmente recolhido e tratado pelas prefeituras municipais.

Métodos de tratamento do lixo. O crescimento da população, a rápida formação de favelas em torno das cidades e a falta de prioridades no poder público explicam o fato de ainda não ter sido encontrada uma solução definitiva para o destino do lixo e sua forma de tratamento.

Normalmente, as cidades possuem um departamento ou uma companhia privada que recolhe o que é descartado nas casas e nos edifícios. A maioria das pessoas desconhece ou não se preocupa com o destino final do lixo. Mas aos poucos, com a crescente preocupação ambiental, essa questão começa a chamar a atenção.

No Brasil, uma das formas mais comuns de acondicionamento do material descartado eram os lixões, porém, atualmente, essa prática já é ultrapassada. Os lixões são depósitos a céu aberto que representam um método precário de tratamento de seus resíduos, pois causam problemas para o meio ambiente e atraem ratos, moscas, baratas e outros animais transmissores de doenças. O lixo bruto é simplesmente despejado em um terreno, sem que haja um tratamento prévio ou o uso de técnicas especiais.

O aproveitamento de lixo sólido para reciclagem é adotado em vários países

A chuva que cai sobre os detritos pode transportar substâncias nocivas e bactérias patogênicas (causadoras de doenças) para os rios, riachos e lençóis de água do subsolo.

Os aterros sanitários são depósitos mais equipados, que causam menos prejuízo ao meio ambiente. Nesse caso, respeitam-se as características geológicas do local e os detritos são prensados por tratores especiais e recobertos com terra todos os dias, a fim de que os insetos e roedores não tenham acesso a eles. É proibido realizar queimadas nesses locais, e os fluidos provenientes desse lixo enterrado (o chorume) é canalizado e tratado.

Outra forma de destinação do lixo é a incineração, isto é, a sua queima em fornos apropriados chamados incineradores. Algumas cidades grandes utilizam esse método porque não dispõem de áreas livres para depositar o lixo. O calor produzido pela incineração também pode ser aproveitado para produzir vapor e mover motores que produzem energia elétrica. O aspecto negativo desse método é que a queima do lixo libera gases e partículas sólidas que podem prejudicar a saúde e causar danos à vegetação, além de contribuir para o aumento da emissão de gás carbônico, um dos responsáveis das atuais mudanças climáticas.

Aproveitamento do lixo sólido. Muitos elementos que são jogados fora têm valor comercial. Entre eles estão o vidro, as fibras de madeira contidas nos objetos de papel, os plásticos e os metais. A reciclagem extensiva desses materiais reduz significativamente a quantidade de detrito a ser queimada ou aterrada.

Para que o lixo seja reciclado sem contaminar os materiais recolhidos, é necessário que se implante uma coleta seletiva. Por exemplo, se for misturado com matéria orgânica, o papel perde grande parte do seu valor, por isso deve ser recolhido separadamente. O mesmo ocorre com os metais e os vidros. Ao serem encaminhados para uma usina, esses materiais são selecionados, empacotados e vendidos às indústrias que fazem o reprocessamento. Os produtos obtidos após a reciclagem são vendidos, para a população ou para a indústria, por um preço mais acessível.

A reciclagem é uma alternativa inteligente para o problema do lixo urbano, pois reduz o uso de recursos naturais, gera empregos, contribui para a diminuição da poluição e não dissemina doenças. No entanto, para que ela tenha êxito, é necessária a participação efetiva de toda a população. Além disso, é preciso que o poder público forneça recipientes especiais para separar os resíduos recicláveis (plástico, papel, vidro e metal), garanta a coleta periódica desses materiais e providencie locais que sirvam como centros de triagem.

A matéria orgânica do lixo também pode ser aproveitada por um processo chamado compostagem, que consiste na decomposição biológica da matéria orgânica e sua posterior transformação em adubo. Esse composto é utilizado como fertilizante natural, tornando o solo mais arável, facilitando o desenvolvimento das raízes, diminuindo o risco de erosão e aumentando a quantidade de água e ar no solo.

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