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Veja como o buraco aumentou
 
NASA


Três Brasis
Em setembro de 1981, o buraco no ozônio era ainda bem pequeno (repare a cor azul-claro sobre a Antártica). Doze anos depois, em 1993, a situação era nitidamente mais grave.

Apesar das restrições ao uso de clorofluorcarbonos em todo o mundo, em setembro de 2000 o buraco atingiu seu maior tamanho, cerca de 29 milhões de km², mais de três vezes a área do Brasil - até 1985, o buraco não ultrapassava 10 milhões de km².

Os pontos azuis-escuros, marcados com as setas, representam as áreas em que a concentração de ozônio está bem abaixo de 150 Dobson, nível de altíssimo perigo para os seres vivos - o normal seria de 340 Dobson (a unidade usada para se medira a concentração do gás na atmosfera).

Com a diminuição das emissões de gases que provocam o efeito estufa, o buraco tem se mantido distante do recorde. Em 2005, por exemplo, ele atingiu 24,5 milhões de km². Os gases emitidos até agora, porém, continuarão agindo por muitos anos, e estima-se que a recuperação total da camada de ozônio não ocorrerá antes de 2050.

Até lá, os efeitos maléficos continuam. Na Antártica, por exemplo, cientistas já registraram a diminuição de um quarto do fitoplâncton da região. Extremamente sensíveis aos raios UV, estas algas microscópicas são a base da cadeia alimentar marinha e, segundo alguns estudos, seriam responsáveis por 95% da renovação do oxigênio atmosférico. Assim, o fim do fitoplâncton levaria a vida no planeta a um colapso.

O problema é tão sério que o filtro solar da Terra ganhou uma data especial: 16 de setembro é Dia Internacional de Preservação da Camada de Ozônio.

 

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