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Lindas. E intactas
As Unidades de Conservação sob proteção integral não permitem a exploração dos recursos naturais existentes. Em alguns casos, a atividade recreativa pode ser realizada, desde que monitorada.

Preservar acima de tudo
O Brasil tem 40% de suas Unidades de Conservação sob proteção integral. São:

46 Parques Nacionais já homologados;
24 Reservas Biológicas;
28 Estações Ecológicas;
5 Reservas Ecológicas;
um número incontável de Monumentos Naturais e Reservas da Vida Silvestre.

Existe, portanto, uma centena de áreas no Brasil onde a exploração dos recursos naturais é proibida, o público é visto com reservas e as visitas devem ser acompanhadas de monitores. Boa parte da superfície delas é destinada à pesquisa científica.

As reservas biológicas são um exemplo de Unidade de Conservação sob proteção integral. O Arquipélago Fernando de Noronha, onde se reproduz a tartaruga-verde, em extinção, é uma das 24 áreas dessa categoria já catalogadas. O Atol das Rocas é outra.

Ali, aves marinhas, algas, recifes de corais, esponjas e moluscos acumulam-se em meio a um estonteante cenário natural de 36.249 hectares cravado no oceano Atlântico, onde se erguem ruínas do século XIX – a casa dos faroleiros, a cisterna, o farol de sinalização.

Localizado não distante de Natal (Rio Grande do Norte), esse santuário ecológico, para onde migram mais de 150 mil espécies de aves – 23 das quais provenientes do Hemisfério Norte –, estava ameaçado pela indústria pesqueira e pelo turismo, que degradavam os delicados bancos de corais.
Para proteger o único atol do Atlântico Sul, a área foi transformada em reserva biológica, uma categoria de Unidade de Conservação que tem como objetivo conservar integralmente a biota e as belezas naturais, restringindo as visitas públicas a fins educativos ou científicos. Em outras palavras: É proibido entrar.


Acesso restrito
Com estes dizeres também é recebido qualquer turista que se aventurar em uma estação ecológica – o tipo de Unidade de Conservação onde a lei é tão severa quanto nas reservas biológicas.

As estações ecológicas reservam 90% de sua área total à preservação integral da fauna e da flora existentes e os 10% restantes, à realização de pesquisas ecológicas.

É o caso, por exemplo, da Estação Ecológica de Anavilhanas, na Amazônia, criada em 1981 para proteger o maior arquipélago fluvial do mundo, hábitat natural do peixe-boi, uma espécie em extinção no Brasil.


Lazer monitorado
Os parques (Veja a lista) são outra categoria de Unidades de Conservação sob proteção integral. Administrados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, têm como finalidade proteger os recursos naturais e culturais de uma área, preservando a fauna, a flora, os sítios históricos e arqueológicos.

Mas eles têm vocação turística: muitos estão abertos à visitação e ao lazer. É o caso, por exemplo, de Itatiaia (divisa entre Rio de Janeiro e Minas Gerais), primeiro parque nacional implantado no Brasil, em 1937.

Essas Unidades de Conservação diferenciam-se entre si: Abrolhos (Bahia) é um parque marítimo. Foi criado em 1983 para conservar um ecossistema rico em recifes, algas e peixes e para proteger espécies ameaçadas de extinção, como a baleia-jubarte ou o coral-cérebro.

Iguaçu (Paraná), por sua vez, foi criado para preservar por lei um sítio natural de rara beleza – as famosas cataratas do Iguaçu.

Há, por fim, os parques que têm como objetivo preservar importantes acervos arquitetônicos e históricos, como Tijuca (Rio de Janeiro), maior floresta urbana do mundo e sítio onde se encontram várias ruínas do Brasil Império.
 








Atol das Rocas (RN): Reserva Biológica
voltada à pesquisa científica.








Recife de corais: um frágil ecossistema
que precisa ser preservado por lei.








Anavilhanas: uma Estação Ecológica para proteger um conjunto de ilhas na Amazônia.








O peixe-boi: uma espécie sob
risco de extinção.







Tijuca: patrimônio cultural do parque
carioca está protegido.

Glossário
Biota – Conjunto da fauna e da flora de determinada região.
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