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Exploradas. E sustentáveis
Nas Unidades de Conservação de uso sustentável, a exploração dos recursos naturais existentes é permitida desde que se respeite o ritmo natural de reconstituição do hábitat original.


O homem e a natureza em harmonia
O Brasil tem 60% de suas Unidades de Conservação sob manejo sustentável. São:

28 Áreas de Proteção Ambiental;
19 Áreas de Relevante Interesse Ecológico;
16 Reservas Extrativistas;
um grande número de Reservas da Fauna, Reservas de Desenvolvimento Sustentável e Reservas Particulares do Patrimônio Natural.

Entre as Unidades de Conservação de uso sustentável figuram as reservas extrativistas, espaços territoriais destinados à exploração auto-sustentável e à conservação, pelas comunidades tradicionais, dos recursos naturais renováveis, como madeira, castanha ou látex.
Nessas áreas, o modo de vida de seringueiros, coletores e pescadores artesanais é preservado de tal forma que o equilíbrio ecológico se harmoniza com os interesses sociais das famílias que vivem no local.

O manguezal do rio Tavares, localizado ao sul do Estado de Santa Catarina, é um bom exemplo de reserva extrativista marinha.

É onde se encontra a fazenda marinha de berbigão, que deu origem à Reserva Extrativista do Pirajubaé. Ali, pescadores artesanais desenvolvem um projeto de manejo sustentável dos recursos naturais existentes, reproduzindo técnicas de pesca herdadas de seus antepassados.

Na Amazônia, há outra modalidade de reserva extrativista. A Chico Mendes, no Acre, é uma delas. Com uma área de 970.570 hectares, foi criada em 1990 com o objetivo de assegurar aos seringueiros a exploração racional das matas.


Resguardando populações
Garantir qualidade de vida às populações locais e proteger os remanescentes de mata aluvial, os recursos hídricos, mangues, dunas e restingas, a caatinga litorânea e os carnaubais, além da fauna característica – a onça-vermelha, o gato-maracajá, o veado-mateiro e o guaxinim, entre outros –, é o que motivou a transformação do delta do rio Parnaíba (Piauí) em Área de Proteção Ambiental, outra modalidade de Unidade de Conservação.

Criada em 1996, a APA de 313.800 hectares protege, na zona costeira brasileira, o único delta em mar aberto das Américas, formado pelos rios Parnaíba, Timonha e Ubatuba, e mais de 75 ilhas. É onde se reproduzem diversas espécies de peixe, caranguejos, lagostas e camarões, além do peixe-boi marinho.

Mas os estuários dos rios vêm sendo degradados pela atividade em salineiras, pela agricultura de subsistência, pela pesca comercial predatória e pela especulação imobiliária.

 

Pescadores artesanais fazem armadilhas para capturar tainhas.



Fique ligado!
As Reservas Particulares do Patrimônio Natural são áreas de conservação da natureza em propriedades privadas. Para proteger o meio ambiente, o proprietário decide transformar suas terras em uma RPPN e, em troca, obtém do poder público algumas regalias, tais como a isenção de impostos e maior concessão de crédito agrícola.


Delta do Parnaíba: APA a serviço
da preservação da beleza natural.

Radiografia das categorias ambientais no Brasil
 
Grau de Proteção
Categoria
Finalidades
Ocupação/ Visitação
Propriedade
Proteção integral das belezas naturais
Reserva Biológica Pesquisa científica Visitação não permitida Pública
Parque Nacional Pesquisa científica e recreação Visitação monitorada Pública
Monumento Natural Preservação e recreação Visitação monitorada Pública
Refúgio de Vida Silvestre Proteção de ecossistemas Visitação sujeita
a aprovação
Pública e/ou privada
Proteção total, mas provisória, das belezas naturais
Reserva de Recursos Naturais Preservação para uso futuro Ocupação por população nativa Pública e/ou privada
Proteção parcial das belezas naturais
Reserva de Fauna Uso sustentado dos recursos naturais Visitação sujeita
a aprovação
Pública
Área de Proteção Ambiental Uso condicionado à proteção dos bens existentes Ocupação humana controlada Pública e/ou
privada
Floresta Nacional Extração sustentável dos recursos da floresta Visitação sujeita
a aprovação
Pública
Reserva Extrativa Extração sustentável dos recursos da floresta, exceto madeira Ocupação por famílias tradicionais Pública
Fonte: Ibama        
 
 

10 mandamentos em um parque
Parques nacionais existem para ser conservados, visitados, apreciados e estudados. Para tanto:

1- Não leve nada da natureza. Flores, animais, plantas, rochas, frutos, sementes e conchas fazem parte do ambiente e devem permanecer no local.
2 - Não maltrate os animais. Caçar, pescar e molestar animais silvestres é crime previsto em lei.
3 - Não os alimente: os animais em liberdade precisam buscar o próprio alimento para manter o ciclo de vida natural.
4 - Não entre em um parque com animais domésticos. Isso pode provocar doenças nas espécies em liberdade.
5 - Ao andar de carro (ou outro meio de locomoção rápido qualquer), preste atenção para não ferir as espécies vivas à sua volta.
6 - Não deixe nada em um parque. Recolha seu lixo e coloque-o em local apropriado.
7 - Não polua os cursos d'água.
8 - Não pesque fora de temporada.
9 - As áreas de visitação pública são restritas e, geralmente, possuem horários definidos. Obedeça-os.
10 - Dentro de um parque, é preciso obedecer à sinalização e não entrar nos locais onde o acesso é proibido.

 


Manguezais do Parnaíba: sob o
escudo da lei.


Glossário
Berbigão – Molusco marinho comestível que vive na areia.
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