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Diversidade política, social e cultural
A realidade social e geopolítica da região não é uniforme. Desde diferentes processos de colonização até as estratégias sociais e políticas, há diferenças marcantes entre os países da América Central continental e os países instalados nas ilhas

População mestiça
No istmo, a maioria da população é indígena ou mestiça, com exceção da Costa Rica. A principal característica geopolítica da região é a intervenção dos EUA, desde a guerra Hispano-Americana (1898) e a construção do canal de Panamá (1903), até a guerra fria (1960-1980), patrocinando a guerrilha na Nicarágua, Guatemala, Honduras e El Salvador.

Herança da escravidão
Nas ilhas, há forte presença de negros e mulatos, herança da escravidão. A beleza das ilhas faz com que sejam lugares muito procurados pelo turismo internacional. Atualmente, o principal ponto de tensão do Caribe é o Haiti, que vive uma turbulenta tentativa de estabilização política, exigindo, inclusive, a presença das tropas militares da ONU. O relacionamento entre a ilha socialista de Cuba e
os EUA é outra fonte de tensão.

A diversidade cultural é uma característica nas ilhas do Caribe

População
Em 2005, a América Central tem um total de 73,8 milhões de habitantes, sendo que a Guatemala é o país com maior população, 12,6 milhões. O istmo tem pouco mais de 40 milhões e as ilhas quase 34 milhões de habitantes. O país com maior densidade demográfica do istmo é El Salvador, com 327 hab./km². Já na porção insular do continente, o país mais densamente povoado é Barbados, com 627 hab./km².

Povoamento desigual
O crescimento populacional no istmo é alto, 2% ao ano. A população ainda é fortemente ligada à agricultura, e só nos últimos anos a população urbana superou a rural, sendo, atualmente, cerca de 53% da população continental. A costa do Pacífico é mais povoada do que a do Atlântico, devido à fertilidade dos solos.
No Caribe, o crescimento demográfico é menor e 60% da população é urbana.


 
  Formas de
aproveitamento
    Cultivos
comerciais
   
agricultura de
subsistência
  cacau tabaco
agricultura de
plantation
  café frutos
      açúcar    
As atividades primárias
Na América Central encontramos dois tipos de agricultura: a de exportação (plantation) e a de subsistência. A agricultura de exportação é administrada por empresas multinacionais e praticada nas planícies litorâneas. Seus principais produtos são banana, café, açúcar e algodão – destinados principalmente ao mercado norte-americano.
A agricultura de subsistência tem como principais culturas o milho, o sorgo e a batata.

As atividades secundárias
O processo de industrialização da América Central começou somente depois da Segunda Guerra Mundial. As indústrias na América Central são notadamente as alimentares, de tabaco e têxtil, as indústrias leves. Quanto aos recursos minerais, são destaques a bauxita, na Jamaica, e o petróleo em Trinidad e Tobago.

 
  Serviço (parte da população ativa empregada no setor de serviços, 1990 a 1992, em porcento)
  mais de 70 porcento sem dados    
             
             
As atividades terciárias
A rede de transportes da região é precária e insuficiente. A principal via de comunicação terrestre é a estrada pan-americana, que une a América do Norte à do Sul. O canal do Panamá é a obra de infra-estrutura mais importante da região, permitindo a ligação do oceano Atlântico com o Pacífico e o desenvolvimento de uma importante rota comercial.
Na parte insular, a atividade turística tem assumido grande importância na economia da região. No Caribe, o litoral foi bastante modificado por concentrações urbanas especializadas no turismo norte-americano e europeu.

 
  Qualidade de vida (com base no IDH), 1992
  de média a elevada média de média a baixa
  baixa sem dados    






O bem-estar social

Em geral, os indicadores sociais da região são muito baixos. Encontram-se altas taxas de mortalidade infantil (na Nicarágua, em 2004, de cada mil nascidos vivos, 30 morreram antes de completar um ano de idade) e de analfabetismo (na Guatemala, 29% da população era analfabeta em 2003).

Já Costa Rica, Barbados, Bahamas, Cuba, Panamá, Trinidad e Tobago e São Cristóvão e Névis têm índices de desenvolvimento humano considerados médios pela ONU, todos maiores que o do Brasil.

Nas ilhas, o país mais pobre é o Haiti, que tem os piores indicadores do continente. Quase metade da população haitiana é analfabeta e a taxa de mortalidade infantil chega a 71 mortes por mil crianças nascidas vivas. A Costa Rica é o país de maior padrão de vida, com apenas 4% de analfabetos e mortalidade infantil na casa de 10 por mil crianças. Os principais problemas da América Central são a dependência econômica, a concentração de renda e a desigual distribuição de terras.

 


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