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Esforço pelo desenvolvimento
Alguns países sul-americanos registraram um forte crescimento econômico depois da Segunda Guerra Mundial, num esforço pela industrialização. Porém, a piora nas condições de vida durante os anos de 1960 e o enfrentamento ideológico da guerra fria promoveram uma crescente crise social. Na maioria dos países surgiram movimentos contrários às oligarquias locais. Os golpes de Estado sucederam-se a partir dos anos de 1970, com especial crueza no Cone Sul (Chile, Argentina e Uruguai).

Cooperação no continente
Diversas tentativas de criar espaços econômicos supranacionais vêm sendo empreendidas nas últimas décadas, como a Aladi (Associação Latino-Americana de Integração), o Pacto Andino e o Mercosul.Com o restabelecimento da democracia nos anos de 1980, a iniciativa começa a mostrar frutos. Cabe destacar o Mercosul, processo de integração econômica entre a Argentina, o Brasil, o Paraguai, o Uruguai e a Venezuela, que vem ampliando os negócios no sul do continente. Entretanto, a enorme dívida externa da região condiciona seu desenvolvimento econômico.

Conflitos atuais
Além da dívida externa e dos desafios de superar a pobreza na região, outros grandes problemas afligem a América do Sul. No âmbito geopolítico, os mais graves são o narcotráfico e as guerrilhas. E, para superar o subdesenvolvimento, sobrevive ainda a contradição entre o crescimento econômico e a devastação dos ambientes naturais.

Um dos maiores danos ambientais do continente é a perda das florestas nativas com as queimadas
A alteração das paisagens naturais
Enquanto a região litorânea ocidental, dominada pelo Brasil, foi quase totalmente desmatada desde o início da colonização, o processo de exploração da amazônia  acentua-se no último século. A porção espanhola do continente viu a vegetação original  diminuir em ritmo acelerado. No Chile e na Bolívia, as explorações de minérios a céu aberto fizeram desaparecer montanhas inteiras de minerais. A paisagem dos pampas, ocupada tradicionalmente pela exploração pecuária, tem cedido espaço para o cultivo de cereais. A exploração de petróleo e de minérios, a construção de estradas e a derrubada de mata nativa para o cultivo agropecuário provocou e continua causando grande dano ao ambiente. Outro perigo ameaça a biodiversidade do continente: a agropecuária em larga escala para exportação, impulsionada pelo agribusiness, que avança sobre os cerrados e campos, que vêm sendo devastados para a produção de grãos.


Hidrelétrica de Itaipu
Grandes construções
Por outro lado, durante os anos de 1970, o lago Maracaibo, na Venezuela, povoou-se de torres petrolíferas. A construção de Brasília, capital brasileira, inaugurada em 1960 no planalto Central, e a usina de Itaipu (Brasil e Paraguai), construída entre 1971 e 1984 no rio Paraná, são as obras de engenharia mais significativas. O potencial hidrelétrico dos rios sul-americanos está, em geral, muito bem aproveitado.



Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa,
é um dos mais belos pólos
turísticos do continente

População

Na América do Sul vivem aproximadamente 320 milhões de pessoas. Os países mais populosos são Brasil, Colômbia, Argentina e Peru. Os países com maiores densidades demográficas são Equador, Guiana e Colômbia, embora existam grandes concentrações populacionais nas regiões industrializadas do Brasil e da Argentina. Quase 70% da população vive nas cidades. São Paulo e Rio de Janeiro (Brasil) e Buenos Aires (Argentina) são as cidades mais populosas.

Transição demográfica
Nos anos de 1960 e 1970, a América do Sul conheceu uma aceleração demográfica, com a diminuição acelerada da mortalidade e a lenta queda da natalidade (taxas de 3% ao ano). Nas décadas de 1980 e 1990, esse crescimento diminuiu para taxas menores que 2% ao ano, seguindo a tendência mundial conhecida como transição demográfica, de desaceleração do crescimento e envelhecimento da população.

Diversas etnias
A composição étnica da população varia bastante de país para país. No Brasil, na Guiana e no Suriname, a população negra e seus mestiços têm importante participação. Nos países andinos, a população indígena aparece com destaque. Argentina e Uruguai têm a maioria da população branca.

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As atividades primárias
A agricultura e a pecuária são importantes atividades econômicas na América do Sul. A participação do pessoal ocupado na agricultura varia muito de país para país. Em 2003, eram apenas 1,1% da população ocupada da Argentina, enquanto na Bolívia, a agropecuária empregava quase um terço dos trabalhadores. Em alguns países, como Bolívia e Colômbia, a participação dos produtos agrícolas e agroindustriais ultrapassa 50% do volume de exportações.

Grandes produtores
Alguns de seus países são grandes produtores de café (Brasil e Colômbia), banana (Equador e Brasil), cacau (Brasil), trigo (Argentina), soja (Brasil) e cana-de-açúcar (Brasil). A atividade agrária é praticada de duas formas principais: as lavouras de subsistência e as grandes lavouras comerciais de exportação.
A pecuária bovina é feita, quase sempre, de forma extensiva, na Argentina, Uruguai e Brasil. Na Patagônia, a criação de ovinos é significativa.


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As atividades secundárias
A América do Sul possui grandes recursos minerais. As jazidas mais importantes são as de prata no Peru, cobre no Chile e Peru, estanho na Bolívia, bauxita na Guiana, Brasil e Suriname, ferro e manganês no Brasil. Há petróleo na Venezuela, Equador, Brasil e Argentina. Na Patagônia há importantes jazidas de gás. Outra fonte energética é a que proporcionam os rios: existem numerosas centrais hidrelétricas, sobretudo no Brasil e Argentina.

Indústrias
A indústria sul-americana desempenha um importante papel dentro da atividade econômica. Os setores industriais mais avançados são o siderúrgico, o químico, o têxtil e o de transformação de produtos agrícolas (agroindustrial). As áreas industriais estão localizadas perto das grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Buenos Aires, Bogotá e na região de Maracaibo.
O Brasil e a Argentina são considerados países subdesenvolvidos industrializados, tendo desenvolvido, após a Segunda Guerra Mundial, tanto a indústria pesada como a de bens de consumo. O Uruguai, o Chile, a Colômbia e a Venezuela possuem variadas indústrias de bens de consumo.


 
As atividades terciárias
O comércio exterior na América do Sul é realizado tanto em escala multilateral como por meio dos blocos econômicos formados por seus países (Mercosul, Pacto Andino). Alguns países, como o Chile e o Peru, participam da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico). As Bolsas de Valores de São Paulo e Buenos Aires desempenham papel importante no mercado financeiro.

Os transportes
Os transportes, de modo geral, não são muito desenvolvidos. Predominam os transportes rodoviários e as melhores estradas estão em países como Argentina, Uruguai e Chile. As ferrovias são pouco utilizadas. O transporte fluvial é muito usado em áreas onde, muitas vezes, torna-se o único meio de comunicação, como na Amazônia.
Os aeroportos mais movimentados estão em grandes cidades como Buenos Aires, São Paulo e Rio de Janeiro. Os principais portos do Atlântico são Santos, Montevidéu e Buenos Aires, além dos portos dos 'corredores de exportação' brasileiros (Rio Grande, Vitória-Tubarão, Paranaguá).

 
O bem-estar social
O Chile, a Argentina e o Uruguai apresentam os maiores IDH da América do Sul e conseqüentemente o melhor padrão de vida do continente. Os mais baixos são os IDH do Suriname, Peru, Bolívia e Paraguai. O Brasil apresenta uma grande concentração de renda: 10% da população concentra cerca de 50% da renda do país. As desigualdades regionais têm sido responsáveis pelos deslocamentos populacionais em direção às grandes cidades, provocando o abandono e o empobrecimento do campo.

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