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Momento singular

Todo o conhecimento da Física acumulado até hoje não é suficiente para explicar com exatidão o que aconteceu naquele milionésimo de segundo que deu origem a tudo.

Milionésimo de segundo
Se um segundo é pouco tempo, imagine um segundo dividido em um milhão de partes. Agora imagine a duração de uma dessas partes. Difícil, né? Pois esse foi o tempo necessário para a grande explosão ou Big-Bang acontecer. Em um milionésimo de segundo, toda a matéria e radiação que formariam o Cosmo estavam condensadas em um único ponto, ainda em forma de energia, a uma temperatura altíssima. Essa situação — que não pode ser imaginada com exatidão nem mesmo pelo mais louco dos cientistas — é chamada de singularidade. No milionésimo de segundo seguinte, alguma coisa rompeu essa singularidade, provocando uma explosão fenomenal. Essa foi a origem de todo o Universo.

Resfriamento e matéria

No instante seguinte ao da explosão, a temperatura caiu rapidamente. Para ter uma idéia do que aconteceu, imagine que você queira comer aquele brigadeiro que sua mãe acabou de fazer. Onde ele vai esfriar mais rapidamente? Todo amontoado na panela ou espalhado pela superfície da pia? Com o Universo foi a mesma coisa, em escala muitíssimo maior. A energia espalhada esfriou. Esse esfriamento causou um desequilíbrio que acelerou ainda mais a expansão. Mas também permitiu que a matéria começasse a se estruturar. Quanto tempo isso tudo levou? Os cientistas acreditam que apenas outro milionésimo de segundo.

Atividade frenética
Os três primeiros minutos de vida do Universo foram os mais agitados. Toda aquela energia agitava-se sem parar, com partículas e antipartículas sendo criadas e aniquiladas quase no mesmo instante. Essas primeiras partículas são o que os cientistas chamam hoje de quarks, antiquarks, léptons e antiléptons.
Assim que a temperatura baixou um pouco, essas partículas puderam se juntar, aos pares e trios, e formar as primeiras partículas de prótons e nêutrons e suas respectivas antipartículas. Logo essas partículas também se combinaram, formando os primeiros núcleos atômicos dos elementos mais simples: hidrogênio, lítio, deutério e hélio. Apesar de a temperatura já estar muito mais baixa do que no momento do Big-Bang, os termômetros cósmicos ainda deviam marcar mais de um milhão de graus Kelvin. O surgimento dos núcleos atômicos deve ter levado cerca de 20 minutos. Mas para que esses núcleos capturassem elétrons livres e formassem os primeiros átomos ainda seriam necessários mais de 300 mil anos.

E fez-se a luz
Até o momento da formação dos átomos, o Universo provavelmente era opaco. Isso porque os elétrons livres no espaço interagiam com os fótons (pequenas partículas de luz), impedindo que a radiação luminosa se propagasse. Quando esses elétrons foram "capturados" pelos núcleos atômicos, formando os primeiros átomos, os fótons puderam circular livremente. E o Cosmo ficou transparente. Um bilhão de anos depois do Big-Bang, a atração gravitacional entre os átomos deu origem às primeiras estrelas e galáxias. Novos núcleos atômicos surgiram no interior das estrelas, enriquecendo o Universo com elementos mais complexos, como ferro, carbono, oxigênio etc.

  TOPO
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Mesmo com todo o
conhecimento da Física, ainda é impossível saber com exatidão como o Big-Bang aconteceu.




Você sabia?
O termo Big-Bang foi inventado por cientistas que não acreditavam na teoria da explosão inicial. Queriam ridicularizar a teoria, mas o nome acabou tornando-se popular. Hoje tanto o nome quanto a idéia são aceitos no meio científico quase por unanimidade.








Toda a poeira estelar e
a energia encontradas no Universo foram desprendidas
pelo Big-Bang.
 

 

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