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Morte e vida estelar
 
Para entender por que algumas estrelas "falecidas" se transformam em buracos negros – e não em anãs brancas ou supernovas –, é fundamental entender o ciclo de vida estelar desde o seu nascimento.


A explosão de uma supernova é um espetáculo impressionante e pode significar o nascimento de um buraco negro.
 



A região do Universo conhecida como M4 possui várias anãs brancas, marcadas nesta
imagem com círculos brancos.
 



Um quasar se assemelha a uma estrela, mas, na verdade, é uma galáxia muito ativa e muito distante, compacta e extremamente luminosa.
 



Quando está prestes a queimar todo o seu combustível, a estrela se expande e adquire coloração avermelhada.
 

Berço de estrelas
Uma estrela nasce quando uma quantidade de gás muito grande, em geral hidrogênio, começa a entrar em colapso por causa da força gravitacional:
1 - Os átomos do gás se contraem por causa da força da gravidade e começam a colidir em velocidades cada vez mais crescentes.
2 - O gás se aquece até o ponto em que os átomos, ao se chocarem, não vão mais se ressaltar, mas se amalgamar, formando hélio. Essa reação desprende calor, que aquece ainda mais a concentração de gases, e é o que faz a estrela brilhar.
3 - O calor adicional também aumenta a pressão do gás, até que essa força seja suficiente para equilibrar a atração gravitacional. Nesse momento, a estrela pára de se contrair. Para entender esse equilíbrio de forças, podemos pensar em um balão de ar: há um equilíbrio entre a pressão interna do ar, que tenta inflar o balão, e a borracha, que tende a conter o movimento.
4 - As estrelas permanecem estáveis por muito tempo. Pelo menos até que o hidrogênio em seu interior comece a se esgotar. Aí ela entra em colapso.

Estrelas em colapso
Pode parecer estranho, mas quanto mais hidrogênio uma estrela tem em seu interior, mais rápido ela consome todo o seu combustível. Isso porque, quanto maior a massa, maior a força da gravidade. E mais calor será necessário para mantê-la em equilíbrio. Nosso Sol já tem cinco bilhões de anos, e ainda vai brilhar por outros cinco. Mas estrelas maiores são capazes de queimar todo o seu combustível no curto período – quando se trata de estrelas, é claro! – de 100 milhões de anos. Quando o combustível se esgota, a estrela esfria e a força da gravidade não encontra mais forças contrárias. Aí começa a se contrair. Nesse momento, dependendo da quantidade de massa inicial, a estrela pode ter três finais diferentes:
1 - Se for uma estrela com até três vezes a massa do nosso Sol, ela será comprimida pela força da gravidade até que suas partículas fiquem compactadas ao máximo. Tornam-se anãs brancas.
2 - Se for uma estrela com massa inicial maior do que três vezes o nosso Sol, ela explodirá, transformando-se em uma supernova. Isso acontece porque as reações nucleares acabam produzindo um núcleo de ferro, que não pode ser utilizado como combustível nuclear. A fusão do ferro absorve energia, ao invés de liberá-la. Isso causa um colapso interno: quando o núcleo atinge a temperatura de 50 bilhões de graus Celsius, emite um fluxo de pequenas partículas energéticas, chamadas neutrinos. Os neutrinos fragmentam a estrela em uma explosão espetacular.

Da supernova ao buraco negro
Algumas vezes, a explosão da supernova não representa o final da antiga estrela: sobra um pequeno "caroço" de matéria. Se esse "caroço" for menor do que uma vez e meia o nosso Sol, ele reencontra o equilíbrio e se transforma em uma estrela de nêutrons. Agora, se for maior do que isso... o objeto entra em colapso e se transforma em um buraco negro.

 

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