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Aposentadoria precoce
A falta de manutenção pode fazer com que o Hubble saia de atividade antes do previsto.
Acidente espacial 

A trágica explosão do ônibus espacial Columbia, em 1º de fevereiro de 2003, suspendeu por dois anos as viagens espaciais, que só seriam retomadas em 2005. Dúvidas quanto à segurança dos vôos, a prioridade dada pelo governo norte-americano aos trabalhos na Estação Espacial Internacional e cortes no orçamento da Nasa, no entanto, têm feito com que vôos de reparo para o Hubble fossem seguidamente cancelados.

Em 2003, previa-se que o telescópio poderia parar de funcionar ainda em 2005, mas a Nasa improvisou formas de manter o telescópio em funcionamento, desligando partes do equipamento para aumentar a vida útil de suas baterias e seus giroscópios, responsáveis pela orientação do satélite.

Ainda assim, a sobrevivência do Hubble tem sido uma questão de sorte. Cientistas da Nasa consideram que, a qualquer momento, alguma parte vital pode deixar de funcionar. E mesmo que astronautas ou robôs sejam enviados para fazer os reparos necessários, são poucas as chances do mais famoso telescópio já construído ainda estar trabalhando quando seu sucessor, o telescópio espacial James Webb, ou NGST (Telescópio Espacial de Próxima Geração, na sua sigla em inglês), for lançado, o que não deve acontecer antes de 2013.


Comoção mundial
A perspectiva de um fim antecipado do Hubble alarmou e comoveu os astrônomos: ''Seria um desastre para a ciência espacial'', disse Andrew Coates, do Laboratório de Ciência Espacial Mullard, do University College, de Londres. Segundo o cientista Edward Cheng, do Projeto Hubble, “diante dessa hipótese, devemos nos perguntar: O que o Hubble tem a nos dizer? O aparelho ajudou os cientistas a calcularem a idade do universo, comprovou a existência dos buracos negros e forneceu fotografias de nascimento e morte de estrelas”.



Algumas “coisinhas” feitas pelo Hubble
Passam dos 4.000 os artigos científicos escritos com base nas observações do Hubble, que, a cada dia, envia entre 10 e 15 gigabytes de informação. Mesmo depois de parar de funcionar, a comunidade científica mundial levará décadas analisando o gigantesco banco de dados do telescópio espacial, que, em 15 anos de operação, já acumulou mais de 10 terabytes de dados sobre o universo.

Entre milhares de feitos, o Hubble permitiu aos cientistas determinar com maior precisão a idade do universo, agora estimada entre 13 e 14 bilhões de anos, e confirmar da existência de buracos negros gigantes. Ele registrou eventos celestes jamais vistos, como a colisão de um cometa com Júpiter, o nascimento e morte de estrelas e planetas e a colisão de galáxias.

Estão são só algumas das mais de 400 mil observações feitas nos 15 primeiros anos de serviço do Hubble, que, mesmo sem manutenção, continua a revolucionar a astronomia.

 

Veja também
http://hubble.nasa.gov/index.html
http://hubblesite.org/

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