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Continentes à deriva
Em 1906, o meteorologista alemão Alfred Wegener participou de uma expedição à Groenlândia, na Dinamarca, para verificar possíveis mudanças climáticas da Terra no decorrer das eras geológicas. Observando as placas de gelo que se fragmentavam e se afastavam, ele criou a teoria de que a Terra poderia ter sofrido esse mesmo processo e os continentes seriam imensas placas flutuantes sobre o magma que existe sob a crosta terrestre. Essa teoria ficou conhecida como deriva continental. O cientista alemão afirmou que o nosso planeta surgiu primeiro como uma grande massa continental, denominada Pangéia. Com o passar do tempo geológico, essa grande massa única se partiu e os continentes foram se formando.
A Pangéia, o único grande continente, foi se formando desde a origem do nosso planeta. Com o passar das eras geológicas, a Pangéia foi se subdividindo. Há 500 milhões de anos começou um movimento que levou à formação dos continentes atuais.
Dois grandes blocos se separaram: a Laurásia, formada pelas atuais América do Norte, Europa e Ásia, ficou situada ao norte do planeta e a Gondwana, formada pela América do Sul, África, Índia, Antártica e Austrália, ao sul. A abertura do oceano Atlântico e o afastamento da África e da América do Sul teve início há 130 milhões de anos.
A Laurásia e a Gonduana também sofreram processos de subdivisão, originando os atuais continentes, num processo que ainda está em andamento.
Os atuais continentes
As grandes massas de terras emersas, limitadas pelos oceanos e mares, ou seja, os continentes atuais, são separadas em seis conjuntos distintos: a África, a Ásia, a América, a Oceania e a Antártica, além da Europa, que está unida à Ásia, mas que é considerada um continente porque possui características próprias.

A dinâmica terrestre
O núcleo do nosso planeta preserva a matéria incandescente a uma temperatura de 6.000°C de temperatura. Entre o núcleo e a crosta terrestre, existe uma camada espessa chamada manto, que representa nove décimos da massa do planeta. No manto, a temperatura média é de 3.000°C, mas ele se resfria à medida que se aproxima da crosta. Com as diferenças de temperatura entre as camadas profundas e as externas, surgem as correntes de convecção: a camada mais quente se eleva lentamente até o contato com a crosta e a camada mais fria tende a mergulhar. É o mesmo que ocorre com a água ou o leite quando colocados para ferver.
A crosta terrestre apóia-se sobre esse manto que na faixa mais externa (cerca de 100 km) chama-se astenosfera. Embora sólida, a astenosfera é plástica, moldável e se movimenta. Com isso,
a crosta também se movimenta. Empurradas, as placas que formam a crosta se afastam ou se aproximam, sofrem colisões e dobramentos. Imagine as placas terrestres como carros em rota de colisão. Quando batem de frente, os carros têm os capôs amassados e elevados. É a mesma dinâmica das placas que formam a crosta.

Limite das placas tectônicas
No oceano Atlântico, entre a América do Sul e a África, há uma cadeia de montanhas chamada Dorsal Meso-Atlântica. Ali, no encontro de duas grandes placas tectônicas, vulcões se formam aproveitando a fragilidade na crosta. O magma incandescente se espalha e se resfria formando novas camadas de matéria sólida no fundo do mar. Esse fenômeno está gerando o afastamento das costas da América do Sul e da África a um ritmo de 3,8 cm por ano.
Um dos eventos mais recentes (para os padrões do tempo geológico) de movimento de placas ocorreu há cerca de 35 milhões de anos. A placa da Índia, que era ligada à Antártica, colidiu com a placa da Ásia. Essa 'batida' planetária fez surgir a cordilheira do Himalaia.
 
GLOSSÁRIO

Magma: matéria que constitui o manto, a camada intermediária do planeta. O magma chama-se lava ao ser expelido pelos vulcões.
Placas tectônicas: são os pedaços da crosta terrestre, que formam um quebra-cabeças bem encaixado e que se movimentam.
Tempo geológico: período de existência do planeta Terra, cerca de 4,5 bilhões de anos.

PARA SABER MAIS

Construindo o Espaço Mundial, Igor Moreira, Editora Ática, São Paulo, 1988, volume 4.
Atlas Geográfico Ilustrado, Bernard Jenner, Editora Scipione, São Paulo, 1994.

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