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Litoral amazônico

Pouco explorado pelos turistas, o litoral do Norte do Brasil guarda um tesouro de vida em seus terrenos alagadiços.

Litoral verde
A região costeira no Norte do Brasil, desde o rio Oiapoque (AP) até a cidade de São Luís, no Maranhão, é marcada por uma extensa planície, dominada por manguezais – terrenos alagadiços com uma vegetação adaptada à
água do mar e que se transforma em um verdadeiro berçário para peixes, crustáceos e aves.

Dois acidentes geográficos destacam-se nessa região.
O primeiro é a foz do rio Amazonas, com suas numerosas ilhas, como Marajó, Mexiana, Caviana, dos Porcos,
entre outras. Ali também ocorre um dos fenômenos
mais marcantes do litoral brasileiro: a pororoca.
A palavra indígena traduz o estrondo causado pelo encontro das águas doces do rio Amazonas com as salgadas do oceano Atlântico.
Em dois períodos do ano – em abril e em setembro –,
o mar invade o espaço do rio, com ondas de até
4 metros de altura.

O segundo acidente são as chamadas Reentrâncias Maranhenses. O mar, ao longo do tempo, recortou a linha da praia em inúmeras baías, enseadas, ilhas e manguezais. O trecho entre os municípios de Alcântara e Carutapera, numa área de 12.660 km², é hoje uma Área de Proteção Ambiental (APA) para garantir a manutenção da vida de centenas de aves e peixes.

 

Os manguezais protegem a
costa da ação erosiva do mar.
A ilha de Marajó é um dos grandes fenômenos do litoral amazônico.
Os guarás, com seu colorido vibrante, encontram abrigo nos manguezais do Norte do Brasil.
 
 


 


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