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Tectonismo

Os movimentos tectônicos resultam de pressões vindas do interior da Terra e que agem na crosta terrestre. Quando as pressões são verticais, os blocos continentais sofrem levantamentos, abaixamentos ou sofrem fraturas ou falhas. Os movimentos resultantes de pressão vertical são chamados epirogenéticos. Quando as pressões são horizontais, são formados dobramentos ou enrugamentos que dão origem às montanhas. Esses movimentos ocasionados por pressão horizontal são chamados orogenéticos.
Falha de San Andreas, na Califórnia, Estados Unidos: encontro de duas placas.

Vulcão Mauna Loa em erupção, no Havaí.
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Vulcanismo
Chama-se vulcanismo as diversas formas pelas quais o magma do interior da Terra chega até a superfície. Os materiais expelidos podem ser sólidos, líquidos ou gasosos (lavas, material piroclástico e fumarolas). Esses materiais acumulam-se num depósito sob o vulcão até que a pressão gerada faz com que ocorra a erupção. As lavas escorrem pelo edifício vulcânico, alterando e criando novas formas na paisagem.
O relevo vulcânico caracteriza-se pela rapidez com que se forma e com que pode ser destruído. Além disso, parece 'postiço' sobre o relevo subjacente.

Localização dos vulcões
A maioria dos vulcões da Terra está concentrada em duas áreas principais:

  Círculo de Fogo do Pacífico: desde a Cordilheira dos Andes até as Filipinas, onde se concentram 80% dos vulcões da superfície.
     
  Círculo de Fogo do Atlântico: América Central, Antilhas, Açores, Cabo Verde, Mediterrâneo e Cáucaso.

Os terremotos podem ter efeitos devastadores nas zonas urbanas que não o prevêem.

Abalos sísmicos ou terremotos
Um terremoto ou sismo é uma vibração que se origina nas profundezas da crosta terrestre. Essa vibração propaga-se pelas rochas através das ondas sísmicas. O ponto do interior da Terra onde se inicia o terremoto é o hipocentro ou foco. O epicentro é o ponto da superfície terrestre onde ele se manifesta. Os sismógrafos são os aparelhos que detectam e medem as ondas sísmicas. A intensidade dos terremotos é dada pela Escala Richter, que mede a quantidade de energia liberada em cada terremoto.

 
Alguns processos que afetam a superfície da Terra são produzidos de forma lenta, mas constante, e só podemos observar seus efeitos: as rochas se partem, seus fragmentos são arrastados pelo ar ou pela água e transportados, às vezes, a quilômetros de distância. Os materiais desprendidos das rochas partidas ou desagregadas podem transformar-se em solos. Pouco a pouco, a paisagem vai se modificando.  

Intemperismo
Meteorização ou intemperismo é um conjunto de processos físicos, químicos e biológicos que atuam sobre as rochas provocando sua desintegração ou decomposição.
A rocha decomposta transforma-se num material chamado manto ou regolito, um resíduo que repousa sobre a rocha matriz, sem ter ainda se transformado em solo.

Os solos formam-se lentamente, durante milhares de anos, pela ação dos seres vivos que se instalam e vivem sobre as acumulações de material rochoso. Na formação do solo intervêm a rocha-mãe, o relevo, os organismos, o clima e o tempo.

As rochas se partem
As rochas podem partir-se sem que se altere sua composição: é a desintegração física ou mecânica.
Nos desertos, as variações de temperatura entre os dias e as noites acabam por partir as rochas.
Nas zonas frias, a água que se infiltra na rachadura das rochas pode congelar, se dilatar e partir a rocha, num processo denominado gelivação.

 

   
Água.   Gelo.   Fragmentação da rocha.

 

 

 






Granito fresco.
As rochas transformam-se
O intemperismo químico acontece quando a água, ou as substâncias nela dissolvidas, reage com os componentes das rochas. Nesse processo, as rochas modificam sua estrutura química, sendo mais facilmente erodidas e decompostas, com o material sendo levado pelos agentes de transporte (vento, água e gelo).
Granito meteorizado.

                          O ciclo da água
   

Ação das águas das chuvas
Quando as chuvas caem sobre a superfície da Terra, suas águas podem seguir três caminhos: evaporar-se, indo para a atmosfera; infiltrar-se no solo como água subterrânea; e escorrer pela superfície da Terra, sob a forma de enxurradas e torrentes. São um dos mais eficazes agentes de erosão.

Enxurradas
A violência das águas tem um poder erosivo muito grande. Em terrenos inclinados, sem cobertura vegetal, as enxurradas podem desenhar desde sulcos superficiais até outros mais profundos, chamados ravinas.
No Brasil, a ação das enxurradas pode causar as voçorocas, enormes sulcos que destroem trechos de terra cultiváveis, prejudicando a agricultura. Quando uma região perde sua cobertura vegetal, o solo não tarda a desaparecer, arrastado pelas enxurradas.


As ravinas são o resultado da erosão das águas superficiais.

As torrentes
Descendo pelas encostas, pequenos fios de água vão se reunindo para formar outros maiores. São cursos d água de regime irregular, pois dependem da quantidade de chuvas que recebem: uns existem o ano todo, outros dependem da época de chuvas ou do derretimento das neves. Uma torrente tem três partes: a bacia de recepção, onde a erosão é mais intensa; o canal de escoamento, ou parte média; e o cone de dejeção; onde são abandonados os sedimentos.


 

As geleiras alpinas constam de duas partes: o circo glacial, onde se acumula a neve, e a língua glacial, que transporta as morenas.

As geleiras
Em algumas zonas de clima muito frio, a neve não derrete durante o verão. O peso das camadas de neve acumuladas durante invernos seguidos acaba por transformá-la em gelo. Quando essa enorme massa de gelo se desloca, corre como um poderoso rio de gelo. As geleiras realizam um trabalho de erosão nas rochas que as cercam, formando vales em forma de U. Os sedimentos transportados pelas geleiras são chamados morenas.

Curso superior
Os rios são importantes agentes para modelar o relevo dos continentes, pois estão presentes na maior parte das áreas continentais. A cada ano, os rios levam ao mar 10 bilhões de toneladas de sedimentos. Isso faz com que a altura dos continentes diminua de 3 a 6 centímetros a cada cem anos
Médio curso
Em certas ocasiões, o rio pode aprofundar sua calha e correr em uma profundidade maior. Desse modo, as planícies aluviais ficam a uma altura maior que a da calha, formando uma espécie de degrau em ambas as margens do rio. São os chamados terraços fluviais
Curso inferior
Para alcançar o mar, a corrente de água divide-se em braços, formando os deltas. A formação dos deltas depende das características da costa, das correntes e marés, e da quantidade de sedimentos transportados pelo rio


Rios, os grandes construtores

A união de várias torrentes acaba formando os rios, que são correntes de água com leito definido e vazão regular. A vazão pode sofrer mudanças ao longo do ano. Essas mudanças devem-se tanto a estiagens prolongadas quanto a cheias excepcionais, às vezes com efeitos catastróficos sobre as populações e os campos. O poder erosivo de um rio será tanto maior quanto maior for sua vazão e a inclinação de seu leito, que pode sofrer variações ao longo do percurso.
Em seu curso, os rios realizam três trabalhos essenciais para a construção e modificação do relevo:

Erosão, ou seja, escavação dos leitos e das margens.
Transporte dos sedimentos, os chamados aluviões.
Sedimentação, quando há a formação de planícies e deltas.

Podemos dividir o caminho que o rio percorre da nascente até a foz em três porções que podem ser comparadas com as três fases da vida humana: o curso superior, ou alto curso, equipara-se à juventude; o curso médio equivale à maturidade; e o curso inferior, ou baixo curso, à velhice.


Os cânions, como o Grand Canyon do rio Yellowstone (EUA), são vales profundos, de paredes verticais ou quase verticais

O ímpeto da juventude
O curso superior do rio é sua parte mais inclinada, onde o poder erosivo e de transporte de sedimentos é muito intenso. A força das águas escava vales em forma de V. Se as rochas do terreno são muito resistentes, o rio circula por elas, formando gargantas ou desfiladeiros.


Meandro é uma curva bastante acentuada de uma corrente fluvial. O nome provém do rio Meandre, atualmente chamado Menderes, na Turquia

O equilíbrio da maturidade
No curso médio do rio, a inclinação se suaviza e as águas ficam mais tranqüilas. Sua capacidade de transporte diminui e começa a depositar os sedimentos que não pode mais transportar.
Na época das cheias, o rio transborda, depositando nas margens grande quantidade de aluviões. Nessas regiões formam-se grandes planícies sedimentares, onde o rio descreve amplas curvas, chamadas meandros. A sedimentação é um processo muito importante para a humanidade. Culturas antigas, como as do Egito, Mesopotâmia e Índia, são relacionadas à fertilidade dos sedimentos depositados por rios.


Os estuários localizam-se, normalmente, ao longo das costas baixas, abertas ao mar e aos oceanos e afetadas pelas marés. Os estuários facilitam as ligações marítimas com o interior.
Foz do rio Miño, na Galícia (Espanha).


A tranqüilidade da velhice
O curso inferior do rio corresponde às zonas próximas de sua foz. A inclinação do terreno torna-se quase nula e há muito pouca erosão e quase nenhum transporte. O vale alarga-se e o rio corre sobre os sedimentos depositados.
A foz pode estar livre de sedimentação ou podem surgir aí acumulações de aluviões que dificultam a saída da água. No primeiro caso, recebe o nome de estuário e no segundo, formam-se os deltas.


A ação das águas do mar
O mar exerce um duplo trabalho nos litorais dos continentes. É um agente erosivo, que desgasta as costas em um trabalho incessante de destruição chamado abrasão marinha. As águas dos mares e oceanos desgastam e destroem as rochas da costa mediante três movimentos: as ondas, as marés e as correntes marítimas. Ao mesmo tempo, o vaivém de suas águas traz sedimentos que são depositados nos litorais, realizando um trabalho de acumulação marinha.

Os recifes são resultado do trabalho de acumulação marinha aliado ao rebaixamento do nível do mar em relação ao continente. Podem ser formados pela acumulação de carapaças de animais marinhos (recifes de coral) ou pela consolidação de antigas praias (recifes de arenito).

Abrasão marinha
A ação contínua das ondas do mar ataca a base, os paredões rochosos do litoral, causando o desmoronamento de blocos de rochas e o conseqüente afastamento do paredão.
Esse processo dá origem a costas altas denominadas falésias. Algumas falésias são cristalinas, como as de Torres, no Rio Grande do Sul. No Nordeste do Brasil, encontramos falésias formadas por rochas sedimentares denominadas barreiras.

Acumulação marinha
Os materiais depreendidos dos paredões e aqueles transportados pelos rios até o mar podem ser arrastados até outras regiões. Em costas baixas, as ondas e as correntes marítimas realizam o trabalho de acumulação dos sedimentos resultando em algumas formas, como praias, restingas e tômbolos.

Ação das ondas  – Quando a costa é formada por rochas de diferentes durezas, formam-se reentrâncias (baías ou enseadas) e saliências no lado escarpado, de acordo com a resistência dessas rochas à erosão marinha. A ação da água do mar pode transformar uma saliência rochosa do continente em uma ilhota costeira  
Se um banco de areia se depositar entre a costa e uma ilha costeira, esta pode unir-se ao continente, formando então um tômbolo. Caso um banco de areia se deposite de modo paralelo à linha da costa, fechando uma praia ou enseada, poderá formar uma restinga e uma lagoa litorânea
As praias são depósitos de areia ou cascalho que se originam nas áreas abrigadas da costa, onde as correntes litorâneas exercem menos força. Quando o depósito de areia se acomoda paralelamente à costa, formam-se as barras ou bancos de areia  

A ação do vento
O vento é o agente com menor poder erosivo, pois só pode mover partículas pequenas e próximas do solo. Ainda assim, ele transporta partículas finas a centenas de quilômetros de seu lugar de origem. A ação erosiva do vento, que atinge o ponto máximo nas zonas desérticas, secas e de vegetação escassa, também contribui para a destruição do relevo da Terra. O vento desprende as partículas soltas das rochas e vai polindo-as até transformá-las em grãos de areia.
A erosão eólica tem dois mecanismos diferentes:

A deflação, que é a ação direta do vento sobre as rochas, retirando delas as partículas soltas.
A corrosão, que é o ataque do vento carregado de partículas em suspensão, desgastando não só as rochas como as próprias partículas.

O trabalho de movimentação eólica carrega a areia até depositá-la nas praias e nos desertos, onde pode formar grandes acumulações móveis conhecidas como dunas. São enormes montes de areia acumulada pelo vento e que mudam freqüentemente de lugar.

As dunas são elevações móveis de areia, em forma de montes. Em uma duna podem ser distinguidas duas partes: uma área de aclive suave ou barlavento, pela qual a areia é empurrada, e uma área de declive abrupto ou sotavento, por onde a areia rola ao cair
Os desertos podem adquirir diversas formas. Esse é composto de
pedra e areia
As dunas deslocam-se a velocidades que podem ultrapassar 15 metros por ano. Quando o avanço das dunas ameaça as populações humanas ou a plantação, colocam-se obstáculos, tais como estacas, muros ou arbustos, para detê-las

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