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Cúpula do Milênio 
Em setembro de 2000, as Nações Unidas promoveram o encontro coletivo de líderes políticos mais relevante do século: a Cúpula do Milênio. Da agenda das questões internacionais que transcendem os limites da própria soberania dos Estados, constavam os principais desafios
da humanidade: a tutela dos direitos humanos, o compromisso com o combate à miséria e à pobreza, a repressão aos crimes cometidos contra crianças e adolescentes, entre outros.
O documento relaciona seis valores fundamentais para as relações internacionais no próximo século e estabelece resoluções práticas que incluem, por exemplo, a redução pela metade da proporção de pessoas vivendo diariamente com menos de 1 dólar até 2015.


ONU
A Cúpula do Milênio aconteceu em setembro de 2000.
   

Os valores fundamentais:
  
• Liberdade – Homens e mulheres têm direito de viver suas vidas e criar seus filhos com dignidade, livres da fome e do medo da violência, opressão e injustiça.
• Igualdade – A nenhum indivíduo ou Estado pode ser negada a oportunidade de se beneficiar do desenvolvimento.
• Solidariedade – As mudanças globais devem ser administradas de tal maneira que seus custos sejam distribuídos de acordo com os princípios da igualdade e justiça social.
• Tolerância – Cultura de paz e de diálogo entre diferentes civilizações deve ser promovida.
• Respeito à natureza – A administração de todas as espécies vivas e dos recursos naturais deve ser feita
com prudência, de acordo com os princípios do desenvolvimento sustentável.
• Responsabilidade compartilhada – A responsabilidade pela administração do desenvolvimento mundial social e econômico, assim como a garantia dos tratados de paz e segurança, deve ser compartilhada entre todas as nações
do mundo.
  

Resoluções a serem garantidas até 2015:
  
• Diminuir pela metade a proporção da população mundial cuja renda diária é inferior a 1 dólar, a proporção de pessoas que sofrem de fome e também o número de pessoas que
não têm acesso a água potável.
• Garantir que crianças do mundo todo tenham acesso a todos os níveis de educação.
• Reduzir em três quartos o número de mulheres que morrem durante o parto.
• Encontrar a cura da Aids e da malária ou melhorar a condição das pessoas que sofrem dos males que afligem
a humanidade.
• Dar assistência especial às crianças órfãs portadoras do vírus HIV.
• Garantir, até o ano de 2020, melhoria significativa na vida de pelo menos 100 milhões de moradores de favelas.

Tomando como base encontros anteriores deste porte, é possível que parte das declarações de boas intenções da Cúpula do Milênio não saia do papel. Há cinco anos, durante a Cúpula para o Desenvolvimento Social, em Copenhague (Dinamarca), a ONU fixou como meta a redução pela metade do número de pobres até 2015. Nos últimos dez anos, a porcentagem de pobres caiu de 28% para 24%. Em números absolutos, tanto hoje como há dez anos os pobres (quem vive com até 1 dólar por dia) somam 1,2 bilhão de pessoas. Durante a Eco-92, conferência realizada no Rio de Janeiro, os países membros se comprometeram a controlar até o ano 2000 a emissão dos gases responsáveis pelo aquecimento global. Não houve avanços e o prazo acabou sendo adiado para 2010.
Mas por que os progressos são tão lentos se existem tantos países comprometidos em melhorar as condições de vida dos povos? Principalmente porque a multiplicidade de países impõe grande diversidade de interesses. Desde a data da fundação das Nações Unidas, o número de nações soberanas aumentou cerca de 400%. Sabendo das dificuldades para a obtenção de resultados individuais é
que as Nações Unidas estão apostando nos blocos regionais, que envolvam interesses específicos de alguns países ou regiões, na busca da promoção e defesa de temas políticos e econômicos tão fundamentais para garantir a paz e o desenvolvimento.

 


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