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  Iasser Arafat (1929-2004), fundador da Organização para Libertação da Palestina, em selo da Autoridade Palestina

O maior pomo da discórdia
A questão palestina já se arrasta por mais de meio século,  fomentando o ódio entre árabes e judeus no Oriente Médio. Além dos obstáculos impostos por extremistas de ambos os lados, que não reconhecem o direito mútuo a um Estado, as conversações de paz esbarram seguidamente na falta de um acordo entre Israel e os palestinos em temas como o retorno de milhões de refugiados palestinos e seus descendentes à região, o controle sobre os recursos hídricos, e, principalmente, a espinhosa disputa em torno de Jerusalém. A cidade, segundo o plano de partilha da Palestina que a ONU aprovou em 1947 contra a vontade das nações árabes, deveria permanecer sob administração  internacional, mas desde o início tornou-se o centro da disputa. Em 1948 Israel ocupou o setor oeste da cidade, e em 1967 tomou o setor leste da Jordânia. Os palestinos exigem que a parte oriental seja trasferida para sua administração, para ali instalarem a capital de seu futuro estado. Já o governo israelense  nega essa possibilidade,  considerando a cidade indivísivel e tomando-a como sua capital, status que não é reconhecido pela ONU. Jerusalém é inegociável, na visão da direita política israelense e para os judeus ortodoxos. Jerusalém é imprescindível, na visão da Autoridade Nacional Palestina, representante do povo palestino.


Jerusalém, capital cobiçada

   
    Judeus oram no Muro das Lamentações
A cidade de Jerusalém é sagrada para as três grandes religiões monoteístas – judaísmo, cristianismo e islamismo. Para os judeus, é a capital do reino de Davi, onde o rei Salomão ergueu o templo que guardava a Arca da Aliança com as tábuas dos 10 Mandamentos. Para os cristãos, foi o palco da paixão, morte e ressureição de Cristo. Para os muçulmanos, é o lugar do qual o profeta Maomé ascendeu aos céus.  A maior parte dos lugares santos  das três religiões concentra-se na Cidade Velha, no lado oriental, o setor murado junto à antiga linha de armistício que dividiu a cidade entre Israel e a Jordânia entre 1948 e 1967.
 
 

Acima, os muçulmanos rezam perto
do Templo da Rocha. À direita,
cristãos levam a cruz do Monte
das Oliveiras para a Casa
de Ibraim, no ano-novo de 1999

Jerusalém, com 693,2 mil habitantes (2003), com 2/3 de judeus e uma população árabe que cresce muito mais rápido, é ainda mais visada porque os palestinos a querem como capital de seu futuro Estado. Mas os judeus de direita e os ortodoxos não querem abrir não dela.
Os israelenses, que desde 1948 dominavam o setor ocidental, tomaram a parte oriental da cidade santa na Guerra dos Seis Dias e posteriormente a anexaram. Israel também ampliou várias vezes as fronteiras municipais, com o cuidado de aumentar o número de bairros judeus e diminuir o de muçulmanos. Mesmo  assim, a população árabe ainda supera a judia em Jerusalém oriental.


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