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Nasce a questão palestina
Diante da pressão dos grupos sionistas e árabes, a Grã-Bretanha lavou as mãos: transferiu o problema para a Organização das Nações Unidas (ONU), que propôs a divisão da Palestina em um Estado judeu e um Estado árabe.
O plano de partilha proposto pela ONU, com base na concentração populacional, foi aprovado em 29 de novembro de 1947:

56,47% do território constituiria o Estado judeu; 43,53%, o Estado palestino;
Jerusalém, cidade sagrada para judeus, muçulmanos e cristãos, era declarada cidade internacional.
Os judeus aceitaram a partilha e proclamaram o Estado de Israel, logo reconhecido pela União Soviética e pelos Estados Unidos, as novas potências do pós-guerra. Porém, a Liga Árabe (Egito, Síria, Iraque, Líbano e Transjordânia, antigo nome da Jordânia) rejeitou a partilha, pois com ela perderia um território que considerava árabe e declarou guerra ao recém-criado Estado de Israel.
Os árabes não só perderam a guerra como Israel tomou parte do território que seria palestino, ampliando suas fronteiras. Cerca de 700 mil palestinos foram expulsos por Israel e nenhum dos países árabes os aceitaram como cidadãos. Estava criada a questão palestina.

 
 


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