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Década de 2000

2000
Soldados israelenses montam guarda em Jerusalém
Israel deixa o Líbano após 22 anos de ocupação. O primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, e o líder palestino, Yasser Arafat, voltam a negociar a paz em julho, em Camp David (EUA), mas fracassam frente à falta de acordo sobre o retorno dos refugiados palestinos a Israel e o status de Jerusaém, reivindicada por ambos os lados como capital de seus Estados. Em setembro, o líder direitista israelense Ariel Sharon vai à Esplanada das Mesquitas em Jerusalém, local sagrado para os muçulmanos, onde declara que Israel não abrirá mão da cidade. A atitude de Sharon, um ex-general acusado de envolvimento no massacre nos campos de Sabra e Chatila, no Líbano, em 1982, é tomada como uma provocação aos palestinos, que repondem com protestos reprimidos com violência pelos israelenses. Inicia-se assim a segunda Intifada, com um novo ciclo de ataques e contra-ataques de ambos os lados. O fracasso em controlar a situação e a perda de apoio interno leva Barak a convocar novas eleições.
2001
O líder do direitista Partido Likud, Ariel Sharon, vence as eleições para primeiro-ministro de Israel. As negociações com a Autoridade Nacional Palestina (ANP) são suspensas, a construção e expansão de colônias judaicas é intensificada, as fronteiras dos territórios palestinos são bloqueadas e militantes extremistas passam a ser assassinados por Israel. No entanto, nem a violência crescente da política e exército israelense, nem os pedidos de Arafat, detêm os atentados suicidas.
2002
Grupos terroristas intensificam os atentados contra Israel, inclusive com as primeiras mulheres-bomba. Israel mobiliza o maior contingente de soldados em duas décadas e volta a ocupar os territórios  palestinos. Yasser Arafat é cercado por soldados e tanques israelenses em seu quartel-general em Ramallah. Israel começa a erguer cercas e muros em torno da Cisjordânia. No ano mais violento da segunda Intifada, a economia também é vitimada. Recessão e desemprego alimentam o descontentamento das populações dos dois lados com seus governos.
2003
Sitiado em Ramallah, politicamente isolado pelos EUA e Israel, que o acusam de apoiar os terroristas, e sofrendo pressões internas para reformar a ANP e dividir o poder, Arafat cria o cargo de primeiro-ministro, ocupado por Mahmud Abbas. Em junho, Abbas, Sharon e o presidente do EUA, George W. Bush, comprometem-se com um novo acordo de paz, o Mapa da Estrada, que, entre outras coisas,  determina o cessar-fogo imediato e a criação do Estado Palestino em 2005. No entanto, novos atentados terroristas em agosto e a retomada dos ataques israelenses e assassinatos de líderes extremistas sabotam o acordo e abortam novas conversações. Em conflito com Arafat, Abbas renuncia e Ahmed Korei assume o cargo.
2004

Atentados terroristas e ataques contra alvos e líderes palestinos prosseguem, enquanto Israel e os territórios palestinos enfrentam dificuldades econômicas. Israel assassina o líder espiritual do Hamas em março, e a seu sucessor em abril. No mesmo mês, Sharon anuncia um plano unilateral para retirar colonos e tropas da Faixa de Gaza e de algumas colônias na Cisjordânia. Em outubro, gravemente doente, Arafat deixa seu quartel-general em Ramallah depois de quase três anos confinado pelas forças israelenses. Transferido para tratamento em um hospital em Paris, morre em novembro.

2005
Mahmud Abbas é eleito presidente da ANP em janeiro. A segunda Intifada prossegue, embora diminua o número de atentados suicidas. Em agosto Israel completa a retirada da Faixa de Gaza, mas mantem o controle sobre as fronteiras, acessos e espaço aéreo e marítimo da região. O desmantelamento dos assentamentos em Gaza e em parte da Cisjordânia, no entanto, provoca uma crise entre o partido de direita Likud e o premiê Ariel Sharon, que o abandona em novembro e funda um novo partido, o Kadima, de centro, pelo qual se lança à reeleição como favorito. Em dezembro Sharon sofre dois derrames, entrando em coma no mês seguinte.
2006
Pregando o combate à ineficiência e corrupção associadas ao Fatah, partido do presidente Abbas, o Hamas conquista a maioria das cadeiras no parlamento palestino nas eleições de janeiro, indicando  um de seus líderes, Ismail Haniya, como primeiro-ministro. Israel, EUA e União Européia, consideram o Hamas um grupo terrorista, o que azeda as relações internacionais palestinas. Com Sharon ainda em coma, seu partido, o Kadima, torna-se o mais votado nas eleições de março. Ehud Olmert torna-se primeiro-ministro, prometendo seguir os passos de seu antecessor e redefinir as fronteiras de Israel.
 

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