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Grupos de ilhas
São ilhas da Melanésia: ilha Salomão, Nova Caledônia , Fiji e Vanuatu. Já da Micronésia fazem parte: ilha Marshall, Nauru, Micronésia, Palau, Guam, ilha de Wake, ilhas Marianas do Norte.
São ilhas da Polinésia: Kiribati, Tuvalu, ilha de Páscoa, ilha Cook, Polinésia Francesa, Tokelau, Havaí, ilha Wallis e Futuna, Samoa e Samoa Americana.

Neocolonialismo
A maior parte dos Estados que integram a Micronésia, a Polinésia e a Melanésia foram territórios ultramarinos do Japão. Depois da Segunda Guerra Mundial, a ONU concedeu aos Estados Unidos em fideicomisso todas as ilhas situadas a 13 mil km das costas estadunidenses, que haviam sido conquistadas durante a guerra.

Independência e soberania
Paulatinamente, esses territórios transformaram-se em Estados independentes, ainda que sua soberania sofra duras retaliações como conseqüência da situação de neocolonialismo em que se encontram. A Austrália exerce um papel de tutora sobre as pequenas repúblicas insulares, com uma política tipicamente neocolonial: auxilia em questões tecnológicas e educacionais e compra matérias-primas.

As modernas cidades australianas, como Sydney, têm uma população jovem, de origem européia e com um
alto nível de vida

População
A Oceania é o continente menos povoado da Terra, com apenas 33 milhões de habitantes. Sua densidade demográfica é de 4 hab./km². Na Austrália concentra-se mais da metade da população, 20,5 milhões de pessoas, que se distribuem de forma desigual:

o interior é muito pouco povoado e os habitantes concentram-se nas faixas costeiras do sul e do leste. Três quartos da população da Oceania e 93% dos australianos vivem em núcleos urbanos.

Cidades modernas
As principais cidades australianas caracterizam-se por um urbanismo muito moderno. Sydney, com 4,3 milhões de habitantes, é a cidade mais populosa da Oceania. Em seguida aparecem Melbourne (3,6 milhões) e Brisbane (1,8 milhão). Também destaca-se Adelaide, com um urbanismo inspirado num modelo de cidade-jardim. A cidade neozelandesa de Auckland, com 1,3 milhão de habitantes, destaca-se por sua exuberante arquitetura. 

As amplas planícies australianas são aproveitadas como pasto para ovelhas
A modificação da paisagem
A paisagem australiana e neozelandesa foi modificada pela introdução de espécies animais e vegetais próprias de outros continentes. As atividades pecuárias e o cultivo de forragem ocupam extensas zonas. Por outro lado, a desenfreada presença humana nos recifes de coral ameaça a riqueza natural da região. Muito mais grave foi a utilização que fizeram os Estados Unidos das ilhas da Micronésia para realizar testes nucleares.

Entre 1995 e 1996, a França também realizou testes nucleares no atol de Mururoa, que provocaram uma onda de protestos promovidos pelo grupo ecológico Greenpeace. 

As atividades primárias
A agricultura e a pecuária têm um papel importante na economia da Austrália e da Nova Zelândia. Em várias regiões australianas desenvolveu-se uma agricultura bastante mecanizada e muito lucrativa (é o terceiro produtor mundial de trigo). A Austrália destaca-se também pela sua pecuária ovina, com mais de 100 milhões de cabeças de ovelhas e carneiros, sendo o primeiro produtor e exportador mundial de lã. 

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Agricultura familiar
Nas outras ilhas a agricultura é realizada em pequenas propriedades familiares ou em plantações destinadas à exportação. Recentemente foi introduzido o cultivo do cacau, do café, da cana-de-açúcar e de especiarias. A copra, um derivado do coco, é o principal produto de exportação de muitas ilhas.

Extrativismo
Os principais recursos naturais dos ilhéus são a pesca e a madeira. A primeira é uma atividade tradicional e as águas do Pacífico oferecem uma grande variedade de espécies marinhas rentáveis economicamente. Das matas equatoriais extraem-se madeiras duras muito valorizadas. 


As atividades secundárias
A exploração do rico subsolo australiano remonta ao Período Colonial. A Austrália é o primeiro produtor mundial de bauxita e chumbo, e possui também jazidas de ferro, ouro, prata, urânio, cobre, petróleo e gás natural. As indústrias siderúrgica e metalúrgica são a base da industrialização do país. As indústrias alimentícia, mecânica, química e elétrica encontram-se em fase de crescimento.

As zonas industriais estão no sudeste,
próximas aos núcleos urbanos de
Melbourne, Sydney e Adelaide.


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Indústria alimentícia
Na Nova Zelândia, os recursos minerais são exíguos. Em contrapartida, desenvolveu-se uma indústria moderna de transformação de produtos agropecuários, como os setores de carne, laticínios e de conservas. Conta com outras indústrias avançadas como a química, a têxtil e a de maquinaria.

Plataforma marinha
Nas demais ilhas os recursos naturais são escassos e pouco aproveitados. Cabe destacar que na plataforma marinha da Oceania encontram-se importantes concentrações de mineral em forma de nódulos polimetálicos.

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As atividades terciárias
Os contrastes econômicos na Oceania são imensos. Frente a países com economias integradas ao comércio internacional, como a Austrália e a Nova Zelândia, coexistem países com economias de subsistência. As atividades comerciais e financeiras estão muito desenvolvidas nas cidades, sobretudo em Sydney e Melbourne, devido à sua condição portuária. Os intercâmbios comerciais realizam-se principalmente com os Estados Unidos, o Japão e a Alemanha. 

Importância dos transportes
Devido à sua situação geográfica, as possibilidades de crescimento econômico da Oceania estão relacionadas ao desenvolvimento dos transportes. As comunicações terrestres estão pouco desenvolvidas, portanto, a rede de transporte aéreo é a encarregada de percorrer as longas distâncias do continente. O turismo é uma importante fonte de entrada de divisas, principalmente em Viti Levu (ilha Fiji) e nas ilhas da Polinésia Francesa.

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O bem-estar social
A Austrália e a Nova Zelândia são os únicos países da Oceania com um pujante crescimento econômico e altas rendas per capita. Sua qualidade de vida é das melhores e conta com um alto índice de desenvolvimento humano: o IDH da Austrália a coloca entre os dez primeiros países do mundo. A Austrália e a Nova Zelândia vêm mantendo uma política que favorece a imigração de mão-de-obra qualificada, o que lhes dá destaque em vários setores industriais.

Ilhas isoladas
As demais ilhas estão isoladas dos mercados internacionais, pois dispõem de uma rede de comunicações insuficiente, baixa tecnologia e escassa mão-de-obra qualificada. Por conseguinte, seus índices de desenvolvimento humano encontram-se em um nível baixo ou médio. A infra-estrutura educativa e sanitária é insuficiente e as condições de vida da população são precárias, ainda que superiores às de muitos países do Terceiro Mundo. 


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