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A influência de climas tropicais permite formações vegetais com grande biomassa como as florestas tropicais.


 


Cobertura vegetal

Tundra: formação vegetal
rasteira, constituída
de gramíneas e liquens,
que aparece apenas no
verão na região polar.
O manto ou cobertura vegetal define o conjunto de espécies vegetais que cobrem o solo de um território. É ela que dá a dimensão visual da paisagem, refletindo a interação dos demais elementos. O conjunto das espécies vegetais organiza-se em associações denominadas formações vegetais ou biomas. Cada bioma pode ser definido por diferentes critérios: por sua natureza (matas, formações de arbustos, formações herbáceas etc.); pela maneira como cobre o solo, o que permite distinguir entre formações cerradas ou contínuas (quando cobrem o solo em sua totalidade) e abertas ou descontínuas (quando ele aparece entre as espécies vegetais); ou pela diversidade e abundância de espécies que compõem uma formação vegetal. 

A biomassa
Também se pode medir a biomassa, ou massa total formada pelo conjunto de seres que vivem em um espaço determinado. Portanto, enquanto numa mata equatorial a biomassa é de 400 toneladas por cada hectare, na tundra polar alcança somente 5 toneladas por hectare. 
2.Solos
Solos
Outro dos elementos que configuram a paisagem é o solo. Os solos são resultado da combinação de fatores abióticos (independentes dos seres vivos, como por exemplo, a alteração da rocha mãe) e fatores bióticos (relacionados com a ação dos seres vivos, como a colaboração da cobertura vegetal).
Em certas ocasiões, os solos encontram-se em situação de equilíbrio com o clima e a vida vegetal e animal: trata-se de uma paisagem natural equilibrada, isto é, em situação de bioestase.
Distribuição dos grandes biomas mundiais
Vegetação  TundraTaiga
ConíferasPradaria e estepeVegetação mediterrâneaEstepe semidesértico
DesertoSavanaFloresta tropicalVegetação de alta montanha
Paisagem equatorial
Localizadas próximas à linha do Equador, a principal característica das paisagens equatoriais são as florestas exuberantes, resultado da intensa insolação e das chuvas abundantes durante todo o ano.

As florestas equatoriais
são densas, caracterizadas
por vários patamares
de vegetação.

 

Clima
As paisagens equatoriais são o resultado de um clima quente, com temperaturas altas (em torno de 27ºC) e constantes ao longo do ano e oscilações anuais muito pequenas (aproximadamente 3ºC). As chuvas são abundantes, com valores que se situam entre os 1.250 mm e os 2.500 mm anuais. Sua distribuição é de uma grande regularidade, com pequenas diferenças de um mês para outro. 

Vegetação
O calor constante e a umidade dão lugar a uma vegetação de matas equatoriais ou florestas, com grande variedade de plantas e abundância de folhagem. Um grande número de árvores altas forma um teto, sob o qual crescem uma série de árvores menos elevadas, um denso emaranhado de trepadeiras e alguns vegetais parasitas. O clima constante impede as variações sazonais nas plantas. Portanto, a atividade vegetal é permanente e as distintas etapas de desenvolvimento vegetal podem acontecer em qualquer época do ano.

FLORESTAS
 A mata é queimada para converter-se em cultivos e pastagens O calor intenso provoca uma rápida condensação de água e nuvens  
Savanas ou campos: zonas de solos muito pobres onde não crescem árvores
 Rios avermelhados pela presença de algas ou argila Solos úmidos e esponjosos que aparecem sobre os antigos meandros (curvas de rio)
Colinas convexas ou meias- laranjas

 

Solos e hidrografia
No geral, os solos equatoriais são rasos e pobres em nutrientes e ricos em óxido de ferro e alumínio, chamados solos lateríticos. Esse tipo de solo costuma formar crostas, que o torna improdutivo para a atividade agrícola. Os rios equatoriais apresentam uma grande regularidade em seu volume devido às freqüentes precipitações. Os rios mais caudalosos do mundo, como o Amazonas ou o Congo, correspondem a essa zona.

Paisagem tropical
Mais afastadas
 do Equador, mas ainda sob intensa insolação, as paisagens tropicais sofrem a influência das marcantes diferenças entre as estações seca e chuvosa.
. Clima 
Clima 
Ao abandonar a zona equatorial em direção norte ou sul, as precipitações diminuem rapidamente e as paisagens mudam com rapidez. A diminuição das chuvas dá lugar à aparição de uma estação seca, cada vez mais marcada e longa conforme aumenta a latitude. Durante a estação seca, as temperaturas são elevadas, com médias de mais de 30ºC no mês mais quente, que corresponde ao final da estação da seca. A oscilação diária da temperatura é muito marcante. Durante a estação das chuvas, que coincide com o verão, a umidade é alta, o calor é sufocante e a temperatura quase não varia entre o dia e a noite. A duração das chuvas decresce paulatinamente em direção aos pólos, como também o volume de precipitações: os 1.250 mm do limite com a zona equatorial convertem-se em 250 mm ao chegar à fronteira com os desertos.

Paisagem de savana seca
com acácias, no Quênia
SAVANAS   
Estrato
arbóreo
Mata galeria Fogo provocado por pastores
para favorecer
o nascimento de erva tenra
Planaltos
escalonados
      Savana de
     gramíneas
LateritaPovoado com
agricultura de
subsistência

Estepe arbórea


Vegetação
À medida que a seca aumenta, as matas ficam menos densas e aparecem as savanas, uma paisagem vegetal dominada por ervas altas, com alguns arbustos e árvores esparsas. 


Solos e hidrografia
A alternância das estações seca e chuvosa e o caráter torrencial das chuvas favorecem a erosão dos solos e sua laterização. Os rios dessas zonas, como o Senegal e o Nilo Azul, apresentam fortes estiagens durante a estação seca.

Paisagem desértica
Com vegetação pobre e escassa presença de animais, as paisagens desérticas, frias ou quentes, podem ser encontradas em diversos pontos do planeta.

Clima
As paisagens desérticas correspondem às zonas do planeta que recebem precipitações escassas ou nulas. Os principais desertos – Saara, Arábico, Australiano, Kalahari – localizam-se no cinturão de altas pressões subtropicais. A continentalidade é a responsável pela presença de zonas áridas no interior dos continentes, como os desertos asiáticos ou norte-americanos. A existência de correntes marítimas frias propicia a aparição de desertos costeiros, como os da América do Sul.
Existem ainda os desertos frios. Desertos frios e quentes apresentam características diferentes:

Os desertos subtropicais ou quentes caracterizam-se por suas temperaturas elevadas ao longo de todo o ano e por uma forte oscilação térmica entre o dia e a noite: durante dia o calor é muito forte, as noites são frias. As precipitações, irregulares e de caráter torrencial, são inferiores aos 250 mm anuais.

Os desertos das latitudes temperadas recebem o nome de desertos frios pela grande diferença existente entre as temperaturas quentes do verão e as do inverno, com médias claramente inferiores a 0º. A amplitude térmica é extraordinariamente elevada. 

Monte Olga, no norte do Canadá: paisagem desértica com plantas xerófilas.
Vegetação
Somente as plantas adaptadas às condições extremas da seca (xerófilas) podem sobreviver nesses meios.

Solos e hidrografia
A falta de chuvas gera redes hidrográficas desorganizadas. A mesma escassez de precipitações provoca a escassa evolução dos solos.
DESERTOS      
 
Duna piramidal
Duna transversalSebkhas ou bacia
salgada
Planalto  
 Deserto rochoso 
Margem habitadaCanion
Canion
Canion
 
Cânion
Canion
Canion


Deserto pedregoso
 
 Deserto
arenoso
Barcanas ou   Oásis       Uádis, cursos d’água
dunas em                         
meia-lua
  

Paisagem temperada oceânica e mediterrânea
São dois tipos de paisagens distintas, ainda que com alguns elementos em comum.

Clima 
Distinguem-se pela escassez ou abundância das precipitações estivais:

Temperado oceânico: ocorre no leste dos EUA, nordeste da Argentina, leste da Austrália, China e Japão, noroeste da Europa e ilhas Britânicas. Os verões são quentes e os invernos amenizados pela ação de correntes marítimas quentes. As chuvas variam de 500 mm a 2.500 mm anuais e concentram-se no verão.

Temperado mediterrâneo: ocorre nas costas ocidentais dos continentes (Califórnia, Chile, África do Sul e Austrália) e nas regiões banhadas pelo mar mediterrâneo (sul da Europa e norte da África). Seus verões são secos e os invernos suaves e chuvosos. As chuvas variam de 300 mm a 900 mm anuais 

Vegetação
Temperada oceânica: a vegetação apresenta florestas de folhas perenes, as florestas temperadas

Temperada mediterrânea: a vegetação típica dessas áreas são o maqui e o garrigue, além de árvores como a oliveira.

Solos e hidrografia



Temperado oceânico: os rios podem ter regime nival ou misto. Não há grandes bacias hidrográficas nessas áreas. Os solos têm algumas características das paisagens tropicais.

Temperado mediterrâneo: os rios mediterrâneos são irregulares, com fortes secas no verão. As chuvas torrenciais causam a erosão dos solos.
  Paisagem mediterrânea com pinheiros e ciprestes, na França
 
PAISAGEM MEDITERRÂNEA
  Povoado acasteladoÁrvores frutíferas
de zona seca
Plantações
de cereais
Praia arenosaPovoado de
pescadores
 

Mata de azevinheiros
 
  
Plantações irrigadas 
  
  
  
 Bad lands ou
terras erodidas
GarriguePlantações de arbustos
(oliveiras e videiras)
Costa abrupta
  


Paisagem temperada continental
No interior dos continentes, afastadas das zonas tropicais, as paisagens temperadas do tipo continental são marcadas pela presença de bosques e florestas.
. Clima 

Clima
Estas paisagens estão condicionadas à existência de uma estação fria. A maior ou menor proximidade do mar interfere nas características do lugar. A paisagem continental caracteriza-se por um inverno seco e frio (com vários meses com médias inferiores a 0ºC) e um verão chuvoso e quente (com médias superiores a 20ºC). À medida que aumenta a continentalidade, a quantidade total de precipitações diminui até valores próximos a 500 mm. 


As Rochosas, nos
Estados Unidos: paisagem
de alta montanha

Vegetação
As formações vegetais características são as matas temperadas de caducifólios e
as landas, que são resultado do desmatamento ou próprias de zonas muito expostas ao vento. 


PAISAGEM TEMPERADA CONTINENTAL  

Zona de neves eternas

Bosque de
coníferas:
taiga
 
Bosque de folhas caducas: faias e carvalhos
  
  
  
Bosque de transição de coníferas e bétulas 
Bocage ou
campos de
cultivo
fechados
Hábitat
disperso
Openfield ou
campos de cultivo abertos
Hábitat
concentrado
 
Solos e hidrografia
Os solos são diferentes conforme a vegetação: descoloridos e pobres na taiga; escuros e férteis nas zonas de coníferas; e negros e ainda mais férteis nas pradarias. Os rios apresentam uma forte estiagem de inverno, compensada pelo degelo da primavera e pelas chuvas de verão.


Paisagem fria
Próximas aos pólos, são paisagens dominadas por clima rigoroso, em que o solo fica livre do gelo por apenas poucos meses no ano.

Clima
Os climas frios caracterizam-se pela existência de um longo inverno que dura oito ou nove meses e um verão praticamente inexistente. As médias no inverno podem chegar a 20ºC abaixo de zero, enquanto no verão quase alcançam os valores positivos. As precipitações, em forma de neve, são escassas. Podem-se distinguir duas variedades climáticas: a glacial, de inverno perpétuo; e a polar. O tipo polar apresenta uma variedade continental, com um verão curto que alcança médias de até 10ºC no mês mais quente, e uma variedade oceânica, com invernos relativamente suaves (médias não inferiores a -10ºC).

Vegetação e solos
A vegetação das áreas de clima frio é formada por musgos, liquens e arbustos anões (tundra), e o solo permanece gelado quase todo o ano.

Nunataks ou pico das  
montanhas mais altas  
Deserto sem vegetação
com o subsolo
permanentemente gelado
Bosques de coníferas  
  
Inlands ou calota glacial continental permanente 
Banquisa ou água do mar congelada que pode derreter algumas semanas no verão 
Icebergs, ou
blocos de gelo à deriva
 
Fiordes ou vales invadidos pelo marSolos poligonais
que se abriram
pela ação do gelo
Vale fluvial com
gelo quebrado
ou deslocado
Pingos: formações
de gelo cobertas
por vegetação
Tundra 


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