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Técnica apurada
Era muito trabalhoso fazer um moai e transportá-lo. Riscava-se o contorno da escultura na rocha porosa da cratera do vulcão Rano Kao. Com pedaços de rocha mais dura, que funcionavam como talhadeiras, os artesãos iam dando forma à escultura e escavando o contorno para soltar o bloco de pedra da encosta
do vulcão.
O que sustentava todo o peso do bloco até que este chegasse ao chão eram troncos enormes de palmeiras e cordas. Em seguida, os artistas punham
a estátua de pé, davam os retoques finais na frente e na parte de trás da obra e depois tratavam de transportar o imenso bloco – pesando toneladas – até a beira-mar, em locais chamados ahu, as plataformas cerimoniais feitas para receber uma fileira de moais. Eram necessários cerca de 70 homens e cinco dias para puxar a escultura até o litoral, rolando-a sobre
os troncos de mais palmeiras abatidas. Se alguma estátua se quebrasse pelo caminho ou tivesse
algum defeito, os artesãos a abandonavam.
Moai abandonado provavelmente por causa de um defeito ou por ter se quebrado durante o transporte.

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