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Nepal e Boudhanath
O Nepal é um dos países mais pobres do mundo, mas Boudhanath é uma das provas de que a convivência pacífica entre religiões diversas é perfeitamente possível.

Sincretismo. Berço de vários grupos étnicos, culturas, religiões e línguas, o Nepal é uma nação pequena, situada entre a China e a Índia, e uma das mais pobres e subdesenvolvidas do mundo. Monarquia constitucional, é um país onde predominam tradições muito antigas e diversificadas, especialmente pelo sincretismo religioso entre o hinduísmo (a religião oficial) e o budismo. Em certos povoados, como Boudhanath, a religião é uma prática tão incorporada à cultura do dia-a-dia da população que lá se costuma dizer que há mais datas festivas do que dias no ano e também mais divindades do que pessoas. Ao conhecer o Nepal, você comprova que a convivência harmoniosa entre diferentes religiões é plenamente possível.

Peregrinação. A Grande Stupa de Boudhanth e seu povoado ficam a apenas 7 km de Katmandu, capital do Nepal. No centro desse extenso vale, a Stupa, rodeada de montanhas distantes, mas presentes em todo o seu redor, é o centro de uma mandala natural. Com aproximadamente 2.500 anos, é um dos mais antigos santuários budistas do mundo. Local sagrado para os budistas, foi desde os primórdios motivo de parada obrigatória de peregrinos, comerciantes e viajantes que para lá se dirigiam em busca de bênçãos. Hoje é principalmente um centro religioso dos milhares de tibetanos que vivem no país, fugidos de seu antigo país, o Tibete, a partir da ocupação chinesa, em 1952. Mas atrai pessoas de lugares e etnias tão distantes e diversos como os peregrinos do Himalaia, os altos khampas do leste do Tibete, os ladakhi, butaneses e bhotias de regiões remotas do Nepal.

Relíquias. Como todas as stupas espalhadas pelo mundo, a de Boudha serve para guardar relíquias, textos sagrados ou para comemorar um acontecimento especial de Buda ou seus seguidores. Em meio aos estilos diferentes de stupas, a de Boudhanath possui uma base quadrada e um domo redondo no meio, que é coroado por uma torre (harmika) de 36 metros de altura e base retangular. Em seu topo estão pintados os "olhos que tudo vêem" (foto) – os olhos de Buda –, observando os quatro pontos cardeais. A harmika possui 13 andares em forma de cone, que representam os 13 estágios necessários para a "iluminação" interior das pessoas. A entrada da stupa que fica na rua principal, com um portal de gesso trabalhado, não tem exatamente essa finalidade. A entrada propriamente fica do lado norte, onde há um pequeno santuário com uma imagem de prata de Ajima – antiga divindade do povo newar, que fundou Katmandu em 732.

Você sabia?
Os santuários budistas chamados stupa surgiram na Índia séculos antes da Era Cristã. Eram montículos de terra recobertos de pedra com uma plataforma quadrada sobre eles, no meio da qual se fincava um mastro ou se erguia uma torre com vários andares. Uma passarela servia para os fiéis andarem em círculos à volta da torre, fazendo suas orações. A tradição e o modelo da stupa perduram até hoje e deram origem aos famosos pagodes encontrados na China, na Índia, no Japão e também em Mianmar (ex-Birmânia).


Stupa de Boudha.


O povoado de Boudhanath fica no meio de um extenso vale.

Peregrinos de etnias diversas e provenientes de lugares distantes.

 

 

 

 

 

 


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