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Planetas em torno
do Sol

Kora. Imagine a cena: você chega ao centro de um vilarejo e se dá conta de que toda a vida gira, literalmente, ao redor de uma stupa... Em Boudhanath é assim. À volta da stupa há uma calçada por onde a grande maioria das pessoas anda em sentido horário – movimento que se chama kora. Claro, há quem ande no sentido contrário – geralmente os turistas desavisados e os mais apressados. Mas a sensação é de estar nadando contra a maré. A explicação desse movimento circular é que os devotos sempre dão três voltas nos lugares sagrados no sentido horário, pois acreditam que devem se mover ao redor do Buda como os planetas se movem ao redor do Sol.

Mala. Os fiéis fazem a kora durante o dia inteiro. Mas a "hora do rush" é maior de manhã bem cedo e ao entardecer, e ainda nos dias de lua cheia e lua nova, quando, acreditam eles, as boas ações têm mais mérito. As pessoas levam nas mãos seu mala – o rosário budista – e fazem a kora recitando mantras ao passarem os dedos pelas 108 contas, um número sagrado também para os hinduístas.

Rodas de oração. E não é simplesmente andar no sentido horário. À medida que caminham e rezam com o mala, na mão esquerda, os fiéis vão girando rodas de oração dispostas em toda a extensão da stupa. Elas guardam milhares de mantras escritos (palavras sagradas ou sons usados como invocação de divindades). Os budistas acreditam que, ao girá-las, as rodas espalham os mantras pelo mundo.

Prostração. Quando você estiver em Boudha, não estranhe ao ver pessoas deitadas no chão. Essa é outra manifestação da religiosidade profunda, chamada prostração. O fiel faz um movimento de reverência até que todo o seu corpo toque o chão. Trata-se de uma prática relacionada não com pecados ou culpa, mas sim com adoração, devoção, respeito, utilizada principalmente como um dos antídotos para um de nossos venenos mentais: o orgulho. O lugar mais comum para essa prática é dentro da stupa, sobre tábuas de madeira. Mas há quem faça prostrações na calçada, ao redor do santuário, durante todo o dia.

Luz. Fazer oferendas de luz é outra prática dos budistas. Crianças e senhoras montam uma mesa com diversas velas feitas com manteiga para serem acesas em datas especiais. É quando a stupa fica mais iluminada, em sinal de bons auspícios.

Sacerdotes budistas como o lama Moxa abençoam os fiéis.
Você sabia?
• Os fósforos do Nepal são feitos não de madeira, mas de parafina.

• Várias stupas no Nepal possuem, no alto, os "olhos que tudo vêem".



• Os tibetanos introduziram no Nepal o costume de tomar água quente. Esta é a base da medicina tibetana.

• Ao receber a bênção de um lama (sacerdote da religião budista), é comum oferecer a ele um lenço de seda branca, chamado khata, em sinal de respeito e devoção.


Devotos como este fazem o kora.

Rodas de oração e oferendas.

O mala, rosário dos budistas, está com todos os fiéis.

Prostração é uma manifestação da religiosidade budista.


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