|
||||||
|
1. Razões trigonométricas de um ângulo agudo
Chamamos de seno do ângulo
Podemos expressá-lo da seguinte forma: Partindo do ângulo agudo O que ocorreria se tivéssemos escolhido o ponto C em vez do ponto A? O ângulo
Veja a solução para estas duas perguntas na Figura 2, ao lado. Observe que os triângulos retângulos OAB e OCD têm os três ângulos iguais e por isso são semelhantes. A razão entre o cateto oposto ao ângulo
Assim, conhecendo o seno de um ângulo agudo, poderemos calcular os comprimentos dos lados a partir desta razão.
Se o sen
sen Portanto, a hipotenusa do triângulo mede 9 cm.
Partindo da construção de um triângulo com um ângulo agudo, chamamos cosseno do ângulo Assim, a expressão será: Podemos afirmar que o cosseno de um ângulo agudo é sempre um número positivo menor que 1 porque um cateto de um triângulo retângulo é sempre menor que a hipotenusa. A razão se manterá sempre constante seja qual for o triângulo escolhido, pois os triângulos retângulos construídos a partir do ângulo agudo são semelhantes:
Observe a ilustração desta expressão na Figura 5, abaixo:
Até agora vimos duas razões (o seno e o cosseno) que relacionam os catetos do triângulo retângulo à hipotenusa. A tangente de um ângulo agudo é a razão entre os dois catetos do triângulo retângulo (Figura 6, abaixo).
Chamamos de tangente do ângulo
2. Propriedades dos ângulos agudos de um triângulo O cateto oposto ao ângulo
Uma outra maneira de expressá-lo é:
Como vimos até aqui, as razões trigonométricas referem-se a ângulos agudos de um triângulo retângulo. Ao trabalhar com elas, o homem percebeu suas limitações e foi elaborando o seu aperfeiçoamento. As razões trigonométricas no triângulo não permitiam uma generalização. Cada caso era tratado como um caso independente. Dados dois lados e o ângulo entre eles, tornava-se fácil determinar o terceiro lado. Qual significado teriam as razões trigonométricas dos triângulos com ângulos obtusos? E do ângulo reto? Questões como estas fizeram com que os matemáticos aperfeiçoassem as 'ferramentas' trigonométricas. Isto foi possível definindo-se inicialmente as razões conhecidas num quadrante trigonométrico; isto é, fazendo-se o ângulo Vamos definir novamente as razões trigonométricas, agora nos quadrantes trigonométricos.
Traçamos um sistema de coordenadas cartesianas e um ângulo Chamamos de sen O sinal do seno dependerá do sinal da ordenada do ponto, ou seja, do quadrante a que pertença o ângulo.
Será positivo para o primeiro e o segundo quadrantes (ordenadas positivas; Figura 9a, ao lado), e negativo para o terceiro e o quarto quadrantes (ordenadas negativas; Figura 9b, ao lado).
A razão entre a abscissa de um ponto qualquer (Figura 10, à direita) do segundo lado de um ângulo
As razões trigonométricas são definidas sobre um sistema de eixos de coordenadas particulares a partir de um ponto P (x, y) de uma circunferência que tem como centro a origem do sistema de coordenadas e 1 como raio. Assim, aparece um triângulo com um ângulo
Representando graficamente como na Figura 12, ao lado, o seno e o cosseno de um ângulo serão, respectivamente, a ordenada e a abcissa do ponto P.
A tangente de um ângulo é a razão entre a ordenada e a abscissa de um ponto qualquer do segundo lado do ângulo O sinal da tangente dependerá do sinal das coordenadas do ponto escolhido. Será positiva se as coordenadas forem do mesmo sinal e negativa se forem de sinais contrários.
3. Razões inversas
É a razão inversa do seno:
É a razão inversa do cosseno:
É a razão inversa da tangente:
4. Determinação de um ângulo A partir das razões expostas, podemos dizer que um ângulo fica perfeitamente determinado se soubermos a que quadrante pertence e conhecermos uma de suas razões — o seno, o cosseno ou a tangente — sabendo que o primeiro lado do ângulo é o semi-eixo positivo das abscissas.
Na Figura 14, acima, representamos graficamente um ângulo Para tal, determinamos um ponto qualquer do quarto quadrante cuja razão é –2. Este será o ponto P de coordenadas: (1, –2) ou (3, –6). 5. Relações entre razões trigonométricas Aplicando-se o Teorema de Pitágoras no triângulo retângulo determinado, podemos concluir que:
Sabemos também que: a2 + b2 = r2 Portanto, o quociente Em vez de escrevermos (sen Assim, temos: sen2
Sabemos que sen 6. Redução ao primeiro quadrante
Dois ângulos suplementares têm os senos iguais e os cossenos e as tangentes opostos (Figura 15, à esquerda).
Dois ângulos que diferem em
Dois ângulos opostos têm os cossenos iguais e as razões seno e tangente opostas (Figura 17, à esquerda).
Os valores do ângulo que satisfazem a igualdade são as soluções da equação. Não existe uma maneira definida de resolvê-las.
Considerando que:
Substituímos na primeira expressão e obtemos:
As soluções possíveis contidas numa volta serão:
8. Resolução de triângulos
Lei dos senos
Nos triângulos retângulos AHC e BHC da Figura 18, ao lado, verifica-se que:
Daí obtemos a igualdade:
Ou também
Cada igualdade pode ser escrita na forma de proporção, de modo a ficarmos com um grupo de fórmulas denominada lei dos senos : Estas proporções são válidas para qualquer tipo de triângulo: acutângulo, obtusângulo ou retângulo.
Lei dos cossenos
Vamos interpretar agora a Figura 19, ao lado. Com o estudo e desenvolvimento do Teorema de Pitágoras, comprovamos que:
Mudando as letras, podemos obter duas igualdades análogas e assim teremos um grupo de três fórmulas denominadas lei dos cossenos:
Estas fórmulas são válidas para qualquer tipo de triângulo. 9. Cosseno da diferença e da soma Observe agora a Figura 20a, abaixo.
Temos os ângulos Aplicando-se o Teorema de Pitágoras ao triângulo ABC, temos:
Como sen2 Observe agora o triângulo DEF (Figura 20b, acima). Aplicando-se o Teorema de Pitágoras temos:
Como sen2(
Como os arcos AB e DE têm a mesma medida, temos que AB = DE. Assim, igualando-se as duas expressões, obtemos: O que dá: E também: Onde calculamos a fórmula do cosseno da soma: 10. Seno da diferença e da soma
Vamos descobrir o seno da soma, partindo do cosseno de uma diferença que já demonstramos. Para qualquer ângulo: Como observamos na Figura 21, ao lado. Da mesma maneira: Substituindo na fórmula anterior o ângulo O seno da soma é imediato: 11. Razões do arco duplo
Com o que:
12. Razões do arco metade Se expressarmos o segundo membro de modo a só aparecer o seno ou o cosseno:
O duplo sinal do radical prevalece até sabermos a que quadrante pertence o ângulo
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Anterior | Início | |||||
Klicknet ©Copyright 2000-2006 Klicknet S.A. Todos os direitos reservados