ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio/2002
Biologia > Ecologia > Poluição > Aquática

A corvina é um peixe carnívoro que se alimenta de crustáceos, moluscos e pequenos peixes que vivem no fundo do mar. É bastante utilizada na alimentação humana, sendo encontrada em toda a costa brasileira, embora seja mais abundante no sul do País. A concentração média anual de mercúrio no tecido muscular de corvinas capturadas em quatro áreas, bem como as características destas áreas estão descritas adiante: Baía de Guanabara (RJ) - 193,6 Área de intensa atividade portuária, que recebe esgotos domésticos não tratados e rejeitos industriais de cerca de 6.000 fontes. Baía de Ilha Grande (RJ) - 153,8 Recebe rejeitos de parque industrial ainda em fase de crescimento e é uma das principais fontes de pescado do estado. Baía de Sepetiba (RJ) - 124,0 Área sujeita a eficientes efeitos de maré e com baixa atividade pesqueira, sem fontes industriais de contaminação por mercúrio. Lagoa da Conceição (SC) - 90,6* Importante fonte de pescado no litoral catarinense, na qual praticamente inexiste contaminação industrial por mercúrio. *Concentração natural de mercúrio, característica de local não contaminado. (KEHRIG. H. A. & MALM, O. Mercúrio: uma avaliação na costa brasileira. "Ciência Hoje", outubro, 1997.) Segundo a legislação brasileira, o limite máximo permitido para as concentrações de mercúrio total é de 500 nanogramas por grama de peso úmido. Ainda levando em conta os dados fornecidos e o tipo de circulação do mercúrio ao longo da cadeia alimentar, pode-se considerar que a ingestão, pelo ser humano, de corvinas capturadas nessas regiões,
a) não compromete a sua saúde, uma vez que a concentração de mercúrio é sempre menor que o limite máximo permitido pela legislação brasileira.
b) não compromete a sua saúde, uma vez que a concentração de poluentes diminui a cada novo consumidor que se acrescenta à cadeia alimentar.
c) não compromete a sua saúde, pois a concentração de poluentes aumenta a cada novo consumidor que se acrescentar à cadeia alimentar.
d) deve ser evitada, apenas quando entre as corvinas e eles se interponham outros consumidores, como, por exemplo, peixes de maior porte.
e) deve ser evitada sempre, pois a concentração de mercúrio das corvinas ingeridas se soma à já armazenada no organismo humano.