FUNDAÇÃO - CESGRANRIO (Unificado)/2004
Língua Portuguesa > Interpretação de Textos

Texto I RESPOSTA AO TEMPO Batidas na porta da frente: é o Tempo eu bebo um pouquinho pra ter argumento mas fico sem jeito, calado, e ele ri, ele zomba do quanto eu chorei porque sabe passar, eu não sei... num dia azul de verão sinto o vento e há folhas no meu coração: é o Tempo. Recordo um amor que perdi, ele ri, diz que somos iguais, se eu notei, pois não sabe ficar e eu também não sei... e gira em volta de mim, sussurra que apaga os caminhos que amores terminam no escuro, sozinhos... Respondo que ele aprisiona, eu liberto, que ele adormece as paixões, eu desperto! E o Tempo se rói com inveja de mim, me vigia querendo aprender como eu morro de amor pra tentar reviver... No fundo, é uma eterna criança que não soube amadurecer. Eu posso e ele não vai poder me esquecer. Cristóvão Bastos e Aldir Blanc Texto II O TEMPO JOGOU PRATA SOBRE MINHA CABEÇA O tempo jogou prata sobre minha cabeça Minha vida virou música Minha existência escultura Juventude ficou comigo até agora O tempo jogou prata sobre minha cabeça Armazenei experiências Sou rico de compreensão Sei amar suntuosamente Sou Letreiro luminoso do amor O tempo jogou prata sobre minha cabeça Sou tambor de mensagem Sou cenário de balé universal Nunca serei túmulo nem morte Nunca serei parada nem fim... Solano Trindade No Texto II, a mudança integral do eu lírico operada pelo tempo dá-se por ações:
a) contíguas.
b) similares.
c) descontínuas.
d) inversas.
e) desproporcionais.