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Tenho um filho
de 16 anos com um QI acima de 145. Ele é um bom aluno, mas
está sempre criando problemas por não ter o que fazer.
Estamos sempre apresentando desafios para ele vencer, assim ele fica
motivado e não cria casos por estar entediado, mas isso nem
sempre dá resultado. Você tem alguma idéia?
Penso que vocês mesmos já compreenderam a razão pela qual seu filho
cria problemas e já encontraram um caminho para ajudá-lo. Parece que
a escola é que não compreendeu e acho que vocês poderiam conversar
com o coordenador e falar sobre sua própria experiência em casa. Quem
sabe, assim, a escola encontre estratégias de ação em sala de aula
para que ele não fique entediado vendo e ouvindo coisas que ele já
sabe.
Sugiro que vocês conheçam a proposta pedagógica da escola e verifiquem
se ela permite ao aluno trabalhar de acordo com as suas possibilidades
ou se é uma escola organizada para que todos os alunos sejam iguais,
ajam da mesma maneira, aprendam do mesmo jeito e no mesmo ritmo. Sugiro
também que ele próprio (já que tem 16 anos) converse com o coordenador,
exponha o que o aborrece e dê sugestões (com certeza ele as tem) de
assuntos e de formas de trabalhar que tornem as aulas mais atraentes.
É importante também observar até que ponto o fato de ter um QI acima
da média não funciona para ele como um álibi para atitudes inadequadas
ou fuga de determinadas atividades. Nem todas as situações de aprendizagem
são atraentes e prazerosas e, mesmo para quem tem um QI privilegiado,
aprender demanda esforço, perseverança, paciência e dedicação.
Um abraço,
Elisa
Maria Pinto Cesar Andrade
Fonoaudióloga formada pela Ufesp (Escola Paulista de
Medicina), especializada em problemas da aprendizagem escolar.
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