|
Usos
inesperados
Antes de ser vista como
brincadeira, a pipa teve papel de destaque na arte das navegações.
E, utilizada em experimentos científicos, permitiu realizar
importantes descobertas.
|
|
No
século XV, o gênio do Renascimento Leonardo da
Vinci (1452-1519) projetou centenas de máquinas voadoras
baseando-se na aerodinâmica da pipa, mas elas nunca saíram
do papel. |
|
|
Em
1749, o astrônomo escocês Alexander Wilson empinou
várias pipas presas a uma mesma linha cada qual
levando um termômetro e conseguiu medir, assim,
as variações da temperatura do ar em diferentes
altitudes. |
|
|
Três
anos depois, em 1752, o norte-americano Benjamin Franklin (1706-1790)
realizou sua famosa e perigosíssima demonstração,
provando que há eletricidade no ar. Num dia de tempestade,
usou uma peça metálica presa a uma pipa para captar
a eletricidade atmosférica. Essa experiência levou-o
a descobrir o pára-raio. |
|
|
Foi
também graças a uma pipa que o físico italiano
Guglielmo Marconi (1874-1937) realizou importantes experiências
no campo da transmissão radiofônica em 1921. Esses
experimentos foram bastante úteis ao inventor do telefone,
Graham Bell (1847-1922). |
|
|
A
pipa serviu ainda como meio de comunicação entre
aldeias sitiadas. No século XVII, por exemplo, foi empinada
por escravos do Quilombo dos Palmares para alertar os companheiros
de que o perigo rondava por ali. |
|
|
Voltando
no tempo, teria sido graças a uma pipa que o navegador
Marco Polo (1254-1324) se salvou de inimigos na China. Amarrou
vários explosivos a uma pipa e os fez despencar sobre
as tropas inimigas. Seria o primeiro bombardeio aéreo
da história! |
|
 |
|
Um
dos projetos de máquina voadora
de Leonardo da Vinci
|
|